Café mulherzinha: conversando sobre quilinhos a mais.

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Hoje vou pagar de mulherzinha nutricionista pra responder uma leitora, mas não se preocupem porque posso falar coisas como alguém que já passou por isso e não como nutricionista anoréxica que não sabe nem o que é ser gordinha.


A leitora diz: Tenho problemas com a balança e sinto meu dia a dia afetado por isso. É ruim até pra ficar pelada pois não consigo me soltar com ninguém e sempre acho que estão reparando nas minhas gordurinhas.

Ou você continua uma gorda sanfona, ou lê esse post.

   Problemas com a balança é algo que quase toda mulher tem e nem precisa ser de fato gorda pra isso. Basta ter aquela barriguinha, um bracinho molenga ou algo do tipo que já é motivo pra ficar doida!
   Com base em minha própria experiência de vida e em minha identificação com o tema, pensei em dois meios possíveis para superar isso:
1- mudar o psicológico
2- mudar o físico para depois conseguir mudanças no psicológico
   Optei por conversar sobre o 2 porque se a pessoa ainda tem problemas com isso é porque não se saiu bem no diálogo com o psicológico e aí, precisa mais de prática do que qualquer outra coisa.
     Primeiramente, não adianta ficar se enganando, achar que é só tomar sopa ou cortar comida que você vai ficar gostosa. Não, não vai. A plástica também não é uma boa alternativa inicial pra cortar gorduras. Conheço ( e você também certamente conhece) vários casos de pessoas que fizeram procedimentos como a lipo e afirmam (ou você mesma nota) que boa parte voltou.
    Isso acontece porque não há milagre e, se sua cabeça não muda, seu corpo também não muda o suficiente nem que você literalmente pague por isso. E, se sua cabeça muda só por um tempo (durante aquela dieta louca que você fez), seu corpo também só mudará por um tempo e, ainda pode ficar pior porque nisso de engordar e emagrecer você pode ficar toda caida e cheia de estrias e termina ficando até mais baranga do que se tivesse os tais dos kilinhos a mais.
    Não basta só se imaginar linda e gostosa dentro daquela roupa justinha e sexy (discreta ou não). A sessão sonhadora não te traz gostosura de fato e não diminui seu número de roupa. Você tem é que partir para a PRÁTICA. Tem que se tocar que pensamento positivo tem limite e que se você não praticar vai ficar se alimentando apenas de ilusão e de chocolate.
     Todo mundo sabe o que deve ou o que não deve comer e come muito mais na pilantragem do que qualquer outra coisa. A mulherada adora se enganar: “vou comer esse sanduiche só hoje, aquele pudim só amanhã e aquela pizza só depois de amanhã, tá?. Um pecadinho só uma vez por semana não dá nada” (se esquecendo que no fim se juntam 7 pecadinhos né senhoritas!) e depois reclamam que estão gordas (ou pançudinhas que seja).
    Emagrecer não se resume só a comer (o que a mulherada interpreta como falta de comida pra emagrecer). Temos e DEVEMOS COMER. Ninguém merece passar fome (ainda que adiantasse talvez mereceríamos pra ficar poderosa hã) . O que merecemos é uma boa dose de vergonha na cara e partir para o racha. Devemos parar de pilantrar nossa própria alimentação como se não soubéssemos o que faz mal.
   Podemos comer, o que não podemos é nos enganar a respeito do que estamos comendo e pensar que nossa gostosura depende apenas da alimentação. Tô enrolando, mas, na verdade, a grande alavanca de tudo não é nem a alimentação em si, mas a parceria dela com a academia (sim, agora vamos para o papo gata sarada que posso falar com propriedade, já que foi a única coisa que deu certo pra mim que nunca consegui parar de ser uma esfomeada). Pra começar, se você entra pra academia você perde grande parte da ansiedade (e assim come menos besteira, fato!), libera substancias que traz fecilidade (a tal da endorfina) e PLIMMM, esquece da comida ( muita gente come por ansiedade, por tristeza e sabemos bem disso) e o melhor: quando você começa a ver que tá ficando gostosa ou que pelo menos ta perdendo aquela pança chata, fica querendo malhar cada vez mais pra ver se perde mais e fica mais gostosa ainda e, o mesmo vale pra exercícios aeróbicos, com adição do fato de que o gasto calórico é maior ainda.
        Com tudo isso, podemos até comer um pouquinho a mais, já que estaremos gastando um pouco mais de energia (coisas saudáveis, nada de safadeza!). Aí, no fim, comemos mais e ficamos mais felizes porque comemos mais, malhamos mais e ficamos mais felizes por ver o corpo tomando um novo tonus e, ficamos até mesmo menos chatas e reclamonas porque desestressamos e ficamos mais de bem com a vida e com nós mesmas e aí minha cara, você pode voltar a ficar pelada no claro ao invés de ficar pensando naquela panela de brigadeiro.
   
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About Author

Luiza Costa

Brasiliense morando em Curitiba. Escritora, blogueira, youtuber. Espero te encontrar todos os dias nas redes sociais pra que possamos debater os mais variados temas e crescermos juntos.