Como contar que estou doente?

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Leitora: Acabei de descobrir que tenho uma DST e não sei dizer de quem peguei e se devo contar para o meu parceiro. Queria sugestões obrigada.

Contar que tenho dst

Devemos ou não contar que estamos doentes? Primeiramente, depende das circunstâncias, se ele é um ficante casual, menos do que isso ou um namorado mas, independentemente de qual é o caso, se vocês transaram sem camisinha é porque os dois aceitaram e correram os riscos – o que não justifica o fato de vocês não contarem um pro outro caso tivessem ou viessem a ter alguma doença, claro.

Caso vocês sejam namorados, acredito que tudo o que um faz sexualmente o outro deve saber – não por uma questão de ciumes, posessão ou sei lá o que, mas por uma questão de saúde mesmo. Porque, quando namoramos não é só do coração do parceiro que temos que nos prontificar a cuidar: temos que cuidar do corpo também e, doença não vê cara (hoje em dia meninas lindas de 15 anos e aparentemente saudáveis convivem com o HIV, por exemplo). Então, não tem essa de “essa pessoa não tem doença então posso lamber e transar a vontade que não passaria nada pro meu namorado(a)”. Hoje em dia só o exame que tem “cara”, lembre-se disso.

Caso você tenha pulado a cerca com esse seu parceiro e por isso pegou a tal DST reze muito pra não ser nada grave e aí você tem a obrigação de contar porque, se você já foi errada em trair, ser errada a segunda vez em não contar pro outro que tá doente é terrível né? esconder isso não me parece algo muito justo com alguém que aparentemente te foi fiel ou que pelo menos confiou em você (no caso de um ficante).

Um ponto legal de você contar pro namorado ou alguém que você ame é que nisso você saberia o quanto ele está disposto a ceder por você (do tipo aceitar uma doença, por exemplo). O que acontece é que você deve ter muito claro na sua mente que, como você é a errada da história você tem que se esforçar em dobro (afinal é sempre justo que o errado corra mais atrás, claro) pra arrumar uma estratégia de contar a verdade e até mesmo reconquistar o seu parceiro caso isso seja necessário.

Sabe aquela frase do “assuma as suas responsabilidades”? isso é a coisa mais justa que tem porque, tudo bem que todos nós somos humanos e falhos, mas estamos aqui pra tentar errar o mínimo possível e, se errar, tentar arrumar rapidamente. O problema é que o ser humano costuma só querer saber da hora do bem bom: se, por exemplo, você pega uma DST, na hora do sexo só tende a pensar no prazer dele (nunca em um possível desprazer) e somos egoístas ao ponto de não pensar que nosso parceiro (seja fixo ou não) pode acabar sofrendo inclusive psicologicamente as custas de nossas falhas.

No fim, sugiro que, se por acaso esse seu parceiro não for fixo, você poderia mandar uma mensagem partindo de um fake (msn, face etc) alertando a pessoa que ela transou com alguém que estava contaminada com tal coisa e que por isso deve fazer um exame (e nisso usar sempre camisinha e nada de sexo oral enquanto você não melhorar disso, heim). Dessa forma você estaria fazendo a sua parte, que é contar e ao mesmo tempo não estaria expondo a sua identidade. Porém, se você tem um namorado o caso fica mais complexo e esse você deveria contar sem dúvidas e, já esteja preparada pra reagir caso ele não receba bem no começo (que é o que provavelmente acontecerá, já que ninguém fica feliz e calmo com uma notícias dessas, né). PORÉM, isso não tende a ser irreversível caso ele realmente goste de você e, tenha em mente que reverter isso dependerá muito mais do seu esforço e atitude do que da dele né?

Errou? trabalhe em dobro que você aliviará não apenas a sua saúde, como os seus pretendentes (ou parceiros fixos a depender do caso) e sempre tenha coragem de assumir as suas responsabilidades e de lutar quando for preciso: seja por um namorado, por sua saúde ou por um simples ficante que também merece o seu respeito.

Todos nós erramos mas a coragem foi feita pra superar isso. E sempre peça exames antes de arriscar!

Espero ter ajudado, até mais!!

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About Author

Luiza Costa

Brasiliense morando em Curitiba. Escritora, blogueira, youtuber. Espero te encontrar todos os dias nas redes sociais pra que possamos debater os mais variados temas e crescermos juntos.

  • Queria…amei seu blog…e ja estou te seguindo….beijos

  • Você responde muito bem as perguntas, não tem aquela sujestão de ser isso ou aquilo em definitivo… Me anima ver as várias sujestões que vc aponta!

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    DST é uma coisa de tirar o fôlego (eu por exemplo tenho medo de fazer o exame)…
    Mas, dependendo da ignorãncia ou da Reciprocidade do casal, é algo que pode muito bem ser superado, e com êxito!
    Eu assisto a um seriado (Queer as Folk) cujos episódios estão abordando este tema… O namorado sabe sobre a doença do parceiro e o amor é tão grande que ele chega a dizer: Tira essa porra de camisinha, eu te amo e quero ser igual a você! quero sentir na pele a sua dor e conviver com ela também, pois nós dois devemos ser apenas um! nenhuma doença pode nos separar e agora não há mais nada que possa reverter essa situação, além de eu poder aceitar e sentir isso também.

    É CLARO QUE ESTA FOI UMA PROVA DE AMOR DA FICÇÃO… mas pra ser sincero não sei o que dizer sobre isso.
    Se consegui servir de inspiração, tudo bem… mas se falhei, rsrsrs… que seja um mico então!

    Um abraço…
    Meu novo blog:
    http://www.mentepervertidagm.blogspot.com

    (dá uma olhadinha, rsrsr)

  • Muito interessante!

  • É claro que a pessoa deve contar. Independente de ser namoro, “ficada”, noivado e casamento. Não é vergonha ter uma DST. Vergonhoso é sair por aí contaminando outras pessoas. E se a outra pessoa for preconceituosa, brigar, etc. Esqueça-o! Não merece a pessoa responsável e respeitosa que vc é.
    http://nacasadosenta.blogspot.com

    • elton

      como assim responsavel e respeitosa? ela ja pegou essa DST traindo o parceiro!!

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