Por que os relacionamentos não dão certo?

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Sabe aquele dia que você acordou com o pé esquerdo, bateu de cara com a porta, torrou a torrada, adoçou demais o suco, e ainda por cima perdeu o ônibus (essa parte é para os pobres, claro haha). Pois é, nesse dia você tende a pensar que tudo dará errado e já fecha a cara, se irrita com todos, briga com todos, fica com aquela cara de quem comeu e não gostou, para no fim do dia ainda ter a coragem de dizer: “Está vendo só como sempre dá tudo errado comigo?!”. É claro que nessas horas você não pensa que a culpa é sua em ter continuado com os pensamentos e atitudes negativas, que acabaram só piorando o que já estava ruim, e então começa a lamentar clássicos como “enquanto tem gente tomando cervejinha e comendo camarão na praia eu estou me ferrando nesse trabalho ganhando miséria”, “tanto filé mignon no mundo e eu aqui comendo linguiça”. Ó vida injusta essa que você tem, pobre coitado que nasceu no mundo errado!

Pois bem, mas o que é que todo esse blablabla tem a ver com os relacionamentos? TUDO!!! Não raramente aparece alguém por aqui reclamando que o parceiro não é mais tão legal como antes, não é mais divertido como antes, não transa mais como antes, e que só reclama em casa. Certo, mas por que será que o seu parceiro está assim? Ou melhor, será que você não está ficando assim também?! Não entraremos no mérito de quem começou primeiro, mas sim que provavelmente vocês estão assim PELA MESMA RAZÃO!! Os relacionamentos não funcionam de forma muito distinta daqueles que acordaram com o pé esquerdo, e aí nem precisa falar que lá vai bola de neve…

O que quero dizer com isso é que se o seu relacionamento está sendo soterrado e você está chateado, é porque de duas uma: ou o amor acabou, ou então você caiu que nem pato no ciclo vicioso das ações erradas! Quanto à primeira opção não há muito o que discutir, porque se o amor acabou já é hora de fazer as malas, mas se a opção for a segunda, calma que ainda tem tempo e inteligente você será se não cair, opss, pagar na mesma moeda!

Se você acha que ainda há amor e só acontecem desentendimentos, tente primeiramente dizer que você está errado: Calma, isso não quer dizer que a outra pessoa não tenha equívocos, mas sim que você começará falando sobre os seus!! Começar uma conversa séria dizendo os seus pontos negativos tende não só a desarmar a outra pessoa, que pensará que você tem autocrítica, como também a facilitará falar sobre os problemas dela. Ao contrário disso, se você já começar se esquecendo dos seus erros e jogando na cara o erro do outro, querendo se passar de perfeitão ou perfeitona, a outra pessoa tenderá não só a se defender cada vez mais – e talvez de forma tão rígida e ríspida quanto a sua – como também pensará que você não tem noção de ridículo, visto que não existe NINGUÉM perfeito, e quando um não quer dois não brigam. Nisso nem precisa dizer que a chance da conversa terminar em uma grande briga de egos será substancial.

Se dizer as suas falhas não adiantar, tente perguntar para a outra pessoa se ela acha que nunca errou contigo, se de coração mesmo ela acha que sempre deu o melhor que ela poderia ter te dado, mas atenção: pergunte isso “na tranquilidade”, sem tom de ironia ou deboche para não correr o risco de ser mal compreendido, e mais importante do que isso: esteja preparado para as respostas e preparado inclusive para ouvir coisas que você não gostaria de ouvir, mas que mesmo assim não deixam de ser verdade! Fazer a pessoa se sentir confortável ao compartilhar os problemas dela contigo ao mesmo tempo em que você está disposto a reconhecer os seus será essencial para solucionar os problemas e manter um bom diálogo, bem como um bom relacionamento.

Uma outra dica é: nunca, mas nunca mesmo ridicularize uma pessoa que já está chateada contigo. Se o relacionamento já não está bom e você ainda brinca com fogo, dizendo coisas que você sabe que a outra pessoa odiará ouvir, tal como lembrá-la que ela está acima do peso, ou que nunca arruma a casa só irá piorar as coisas, sendo que existem formas mais elegantes de chegar a um mesmo objetivo. Assim, se por exemplo você quer que a sua mulher faça dieta, não precisa falar que ela nasceu antes que a comida: tente começar dizendo que VOCÊ que tem que perder uns kilinhos. Se do contrário você já for uma pessoa naturalmente magra, dizer que você está muito afim de começar uma academia para ter um bom preparo físico pode resultar em uma estratégia igualmente eficiente e que possibilita o mesmo fim que te permite convidá-la para ir junto!  No fim, a grande chave para o seu relacionamento acaba sendo uma conversa franca aliada às “artimanhas” de conseguir o que você quer começando por ninguém menos do que você mesmo, para assim poder estimular a outra pessoa a seguir o mesmo caminho.

Posso afirmar por experiência própria que se uma mulher que está gorda e não admite se der conta que o seu parceiro está gostosão, “ela por ela mesma” tenderá a mudar de ideia e comportamento. O mesmo acontece se uma mulher é estressada e vê que o marido nunca a trata com a mesma moeda: pode não ser de primeira, mas com o tempo ela acaba sendo contagiada pelos benefícios que ela percebe que o seu parceiro está conquistando, e consequentemente acaba se sentindo inclusive em desvantagem por estar “na bad” sozinha enquanto o seu parceiro está de bem com a vida, coisa que muitas vezes já é o suficiente para ela “tomar vergonha na cara, se inspirar, se contagiar e mudar”: e o melhor, sem brigas! O mundo muda com os exemplos, não com brigas e lutas de ego, pode acreditar.

As relações afetivas no mundo moderno te assustam? Aconselho a leitura desse post AQUI

Boa sorte!

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Luiza Costa

Brasiliense morando em Curitiba. Escritora, blogueira, youtuber. Espero te encontrar todos os dias nas redes sociais pra que possamos debater os mais variados temas e crescermos juntos.

  • Anonymous

    Não dão certo pq ALGUMAS as mulheres querem direitos iguais andando de favor no nosso carro com nossa gasolina comendo nas nossas custas em troca de sexo

    Elas acham que só pq o papai bancava elas outro homem tem que bancar.
    Elas querem um segundo pai, e pra isso aceitar transar com ele.

    • E o que tem a ver isso com a questão levantada no texto? A meu ver, nada!

      Acho pouco provável que você consiga fazer um relacionamento dar certo com essa mesquinharia todinha até para dar uma carona a uma mulher. Tem mulher quem pode e arranja menininha de classe média com vinte e tantos anos que só faz estudar para concurso quem pode também. A questão não é querer um segundo pai. É que o simples ato de namorar implica alguns gastos… Caso contrário, arranje uma que aceite rachar até um pacote de pipoca com você. Mas saiba que até as mulheres mais bem sucedidas preferem homens que, em um primeiro encontro, façam a gentileza de lhes pagar um jantar e que lhes dê uma carona até em casa sem pedir para rachar a gasolina.

      Todas as vezes que vejo um homem dando esses chiliques, a impressão que me dá é que quem quer tirar proveito na verdade é ele, pois quer uma mulher para transar, escutar as picuinhas dele e ainda dividir as contas. Quem não quer pagar um jantar para uma menina nem em um primeiro encontro, fica solteiro ou não mão se é que me entende…

    • Este comentário foi removido pelo autor.

    • Sem contar que tem que estar passando fome para trocar um prato de comida por sexo.

    • Anonymous

      Muito boa a colocação da Fabíola, mas eu quero complementar com algumas observações.
      Em primeiro lugar, você é um OGRO. Ou é muito jovem, aquele carinha que ganhou o carro do pai quando entrou na faculdade, e vive duro, rachando a grana do combustível até com os amigos, ou já passou dessa fase, está formado, empregado, mas o salário mal dá pra pagar a prestação do carro. Existe ainda uma terceira opção, você ser rico; mas aí a sua reclamação seria outra, com certeza.
      Ainda não percebeu que não existe sexo de graça. TODO sexo tem preço, do mais fácil ao mais difícil de conseguir. E no dia em que compreender isso, suas chances de conquistar um relacionamento prazeroso e de sucesso aumentarão muito.
      Deixe-me desenhar pra você: Mulher é diferente de homem, pensa diferente. Em geral, homem vai à caça de sexo e mulher procura parceiro. É por isso que ele é pouco exigente pra obter o primeiro encontro, mas costuma dispensar um segundo se a pretendente não apresentar os quesitos mínimos exigidos pelo seu padrão. Com raras exceções, a mulher visa o compromisso, e, por isso, costuma ser mais exigente. Estatisticamente, a média masculina de troca de parceiras chega às centenas, enquanto a feminina não passa de algumas poucas dezenas. Além disso, uma mulher que tenha tido pouco mais de uma dezena de parceiros já será considerada imprópria pra casar pelos padrões machistas que ainda imperam na maioria das sociedades que conhecemos. Fora do casamento, até mesmo um Ogro consegue perceber que o lado fraco num relacionamento em que existe sexo é o da mulher.
      Mesmo aquelas que já conquistaram a independência financeira e direitos iguais esperam que o homem seja gentil, generoso e respeitoso já no primeiro encontro. Isso inclui pagar a conta, ainda que ela tenha dinheiro. Por quê? Porque é regra do jogo da conquista. É o preço a ser pago pelo sexo com alguém que nem se sabe se veremos outra vez na vida. E homem que sabe jogar esse jogo, que quer conquistar, sabe que precisa passar sua melhor imagem, tem que ter sensibilidade, demonstrar interesse verdadeiro, passar idéia de proteção, de generosidade e de capacidade de prover se necessário. Isso significa levar a restaurantes caros, gastar mais do que pode, pagar a conta em todos os encontros? Definitivamente, NÃO!
      Então, porque fazer tudo isso? Porque homem que não passa a imagem de que poderia ser um “bom partido” já no primeiro encontro, perde pontos conosco, tanto quanto perde, pra vocês, a mulher que dá no primeiro encontro. Se o único objetivo dele for de sexo por uma noite, as chances desse encontro acabar na cama diminuem consideravelmente. A não ser que a pobre infeliz tenha sua auto-estima lá no calcanhar. Entendeu?

      E o que isso tem a ver com você, num mundo onde o sexo anda tão fácil? TUDO.
      Pra reclamar tanto, seu nível de exigência deve estar extremamente baixo. Deve estar saindo com garotas de 18 a 20 anos, sem trabalho ou ganhando pouco como você; ou mesmo mais velhas, mas que lhe parecem ter pouco ou quase nada a oferecer além de um corpo bonito.
      Assim como homem não é tudo igual, mulher também não é tudo igual. Aprenda a separar o joio do trigo. Quer mulher só pra uma noite? Pague o preço sem discutir.
      Ta pegando muita mulher ruim? Primeiro faça um auto-análise e descubra se o problema não está em você. Depois, passe a selecionar melhor as companhias, e ser mais honesto e correto com as que lhe parecerem “viáveis”. Sem esquecer, claro, de pagar a conta pelo sexo bom que pode rolar depois.
      Abraços.

    • Samuel

      Cara anônima, gostaria muito de debater estes teus pontos de vista, mas inicialmente, gostaria que me esclarecesse de onde saiu tal estatística que mencionou tão convictamente.
      “”” Estatisticamente, a média masculina de troca de parceiras chega às centenas, enquanto a feminina não passa de algumas poucas dezenas “””.

    • Anonymous

      Caro Samuel,
      Quero fazer uma correção no meu texto: Eu escrevi “média”, o que evidentemente é errado. Seria um exagero inimaginável uma média dessa monta. Existem algumas pesquisas que mencionam uma média, em alguns países, de 15 parceiras para os homens e 6 a 7 parceiros para as mulheres, durante a vida toda (são várias, pode pesquisar no Google, tem a americana da Durex, inglesa, brasileira…). Estamos falando aqui de parceiros sexuais, não amorosos. Nesse caso, vale tudo: a namorada, a colega de escola que fazia a festa da garotada, a que acabou de conhecer na balada, no bar, no carnaval, a casada gostosa do trabalho, ou a prostituta.
      Assim como existem homens e mulheres monogâmicos, existem os bastante ativos, o que pode fazer da “média” uma informação vazia de sentido.
      Eu, particularmente, não acredito muito nessas pesquisas. O ser humano mente muito no quesito sexo, tanto pra mais quanto pra menos. Não estou, com isso, negando a veracidade dessas pesquisas. Estou, sim, relativizando os resultados, confrontando-os com uma realidade mais próxima de nós, brasileiros, um pouco mais liberais que os latino-americanos, por exemplo. Acredito que no Brasil esse número seja bem maior. Acho difícil imaginar um homem sexualmente ativo por 50 anos, mesmo que fique casado e fiel à esposa por 30 anos, ter menos de uma parceira sexual por ano, principalmente se levarmos em conta que a fase de solteiro costuma ser a mais ativa. Para um sujeito solteiro, sexualmente ativo e sem problemas de relacionamento, 3 ou 4 num ano seria razoável. Isso já elevaria o número para 60 ou 80 parceiras em 20 anos. Pode parecer exagerado pra alguns, mas quando levo em conta que conheço mulheres com mais de 30 homens no currículo, começo a achar normal.
      A menção da média de parceiros foi feita apenas para dar ênfase a uma constatação óbvia, que sequer precisaria de pesquisa pra explicar: a de que homens têm maior número de parceiras sexuais do que as mulheres ao longo da vida. Acho que você haverá de concordar que esse equívoco não afetou a compreensão do texto e do cerne da questão, que é o fato de homens e mulheres terem visões e expectativas diferentes dos relacionamentos.

      Um abraço.

    • Samuel

      Agora nos entendemos… Bom, claro que os novos números que apresentou tem coerência, mas refletem apenas a tua visão pessoal, e creio que se eu te dissesse algo diferente também traria apenas minha opinião.
      Concordo com muito do teu texto, apesar de entender que as vantagens adquiridas em relações de troca entre homens e mulheres deveriam ser num mesmo nível, o que não acontece.
      Não critico o comportamento feminino neste caso, e aceito numa boa. Só não concordo com a falta de reciprocidade, quando a mulher, em função de uma mera oferta sexual, quer obter vantagens muito maiores das quais oferta.
      Estatísticas á parte, com relação ao comentário do anônimo que criticou, eu entendo seu posicionamento, assim como entendo o dele e tenho uma idéia do tipo de mulheres á quem se refere, as mimadas de classe média alta.
      Realmente, tem algum fundamento no que ele diz.

  • Anonymous

    saudades desse blog kkkkkkkk

  • Samuel

    Muito bom post Luiza!

    • Pensei que tivesse abandonado a gente =(((!!!!

    • Samuel

      Estava curtindo outras, mas voltei pra ti. Heheheee Mas uma pergunta, você realmente acredita que funciona para um homem atingir uma mulher e desarma-la mostrar justamente seus defeitos e falhas?

    • Acredito sim, nem sempre de primeira, mas acredito. E outra coisa, acho mais fácil alguém conseguir algo falando que nem gente do que brigando, ou só mostrando as falhas alheias, até porque todo mundo tem defeitos e acaba soando meio arrogante só ver o dos outros. Se não funcionar pelo menos ele aprendeu auto crítica e não abaixou o nível hehehe

    • Samuel

      Sim, é uma boa tática de abordagem, mas creio que funcione apenas em relacionamentos médios ou longos, onde pode haver mais desgastes e algumas mágoas. Em relações de poucos meses, pode até dar certo, mas dependerá do nível de maturidade do casal, como você bem apontou neste seu comentário.

  • Bom dia a todos! Quem nunca ouviu dizer o clássico “todo começo é um mar de rosas”? Pois então, o desejo ardente de agradar ao outro faz com que a autenticidade vire uma “lagoa de rosas”! E não um mar como se diz por aí! Ou seja, maquiou tanto no inicio, que depois se torna algo insuportável. O casal precisa entender que a naturalidade ainda é umas das grandes virtudes que temos. Você já deve ter comido pescoço de peru, aquela carne saborosa e macia que chupamos o osso até o talo! É justamente isso que acontece em muitos relacionamentos, acaba a carne e se começa a chupar o osso. Não sou adepto de dizeres como: “A fila que anda”! Romper uma relação por qualquer discussão é, no mínimo, falta de preparo para a vida a dois. http://www.beabadosucesso.com.br

    • Samuel

      Falou bem parceiro.

  • Daniel junior

    normal nascemos e morremos sozinhos relacionamentos passam com o tempo

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