Sim, eu perdoei uma traição!

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Leitora: Olá, tenho 18 anos e moro em São Paulo. Namoro a quase 3 anos. O namoro desde o começo do relacionamento teve atritos para podermos ficar juntos! Mas sempre superamos.. assim como por exemplo: ex namoradas ainda apaixonadinhas, amigos que queriam destruir o namoro e a mãe dele que no inicio não aprovava de forma alguma o namoro, chegou a me xingar, ameaçar e humilhar. Depois quando fizemos 6 meses de namoro ela finalmente se conformou e me aceitou. Enfim quando tínhamos 1 ano e 2 meses fui traída! Nunca e jamais pensei que perdoaria isso, mas após um tempo acabei perdoando. No inicio eu fiquei muito fria com ele (afinal não se esquece de um dia pro outro algo desse tipo), mas depois tentei esquecer. Só que daí em diante meu relacionamento não é mais o mesmo! Vive tendo problemas e brigas pelo mesmo motivo. Eu sempre fui uma pessoa segura comigo mesma e hoje sou muito insegura, todo lugar que ele sai eu penso besteira e acabo fazendo o que não acho certo.. que é “proibí-lo”. Tenho muito ciumes e agora meu medo é acontecer novamente. Não sei o que eu faço agora, parece que eu estou muito fria! O que eu devo fazer para não jogar meu relacionamento no lixo?! ADOOOORO O BLOG ! BJO S2

De vez em quando gosto de deixar a parte do elogio ao blog só para subir minha auto estima, haha!! Vamos por partes: traição é algo que sempre dói, dói muito e raramente é superada facilmente quando perdoada. Com isso não quero dizer que nunca se deve perdoar uma traição, mas sim que quando a gente perdoa, e por mais que a gente tente e não queira, sempre fica aquele medo de passar por toda aquela dor novamente. O bom é que o ser humano tem uma capacidade espetacular em superar as coisas, só que no caso da traição em específico, você pode sim superar e parar de ficar “doida neurótica” que nem você parece estar, porém, isso vai precisar de dois esforços: o seu e o dele. O dele em tentar entender que agora que ele fez a merda, tem que resgatar a sua confiança de novo – coisa que naturalmente não acontecerá de um dia para o outro -, e o seu em tentar confiar nele agora que decidiu perdoar. Assim, você tinha a opção de perdoar ou de não perdoar, mas a partir do momento que você opta pela primeira opção, ou você dá mais um voto de confiança para a pessoa, ou você vai acabar ficando pirada e afastando ele de você, porque afinal de contas, quem é que gosta de uma alguém que fica proibindo tudo?

Por outro lado, proibir é uma ilusão: ninguém proíbe ninguém de nada, e o máximo que pode acontecer é ele fazer escondido sem nunca te contar, hehe. Mesmo que ele te obedecesse e nunca mais saísse, provavelmente ele ficaria chateado contigo e começaria a associar você com privação, regras, diminuição do lazer dele, e tudo mais de negativo. Então, mesmo que você não confie mais nele, não acho uma boa saída simplesmente tentar podá-lo, até porque as más línguas dizem que o que é proibido é mais gostoso. Se você ficar que nem ditadora falando o que ele pode ou não fazer, a possibilidade que ele tem em fazer algo pode acabar tendo um tesãozinho ainda maior, e aí que você perde mesmo.

Mas então o que fazer? É claro que isso vai de você, e ninguém melhor do que você mesma para saber se essa relação vale a sua tortura psicológica. Lembrando o óbvio, mas que mesmo assim muita gente se esquece, relacionamento não é só para os momentos bons, mas também para superar os desafios juntos, ainda mais nesse caso em que parte da culpa foi dele em ter feito a besteira, e outra parte sua por ter perdoado e mesmo assim não deixá-lo viver direito. Eu no seu lugar tentaria conversar e contar com a parceria e compreensão dele, mas se depois disso eu visse que mesmo assim não deu certo,  tentaria colocar a minha cabeça no lugar nem que seja procurando um psicólogo, ou uma conselheira amorosa (gostou da indireta? kkkk), e acima de tudo: tentaria contar comigo mesma, visto que nossa cabeça é a maior arma que temos a favor, ou contra nós mesmos. E se essa parte também desse errado, ou não desse certo o bastante a fim de eu resgatar a minha saúde mental, a última solução acaba sendo dar um fim nessa relação. Sei que essa opção parece triste, mas pensa só: o mais importante é você ter a sua consciência limpa, e é justamente por isso que digo que façamos sempre o melhor que podemos fazer, que tentemos conversar, que tentemos ser amigos, sem baixaria, sem baderna, e tudo mais que pudesse ser feito – de forma equilibrada por favor kkk – para que você tenha certeza que sua parte foi feita, e se ele não fez a dele fazer o quê? Você não pode amarrá-lo na cama, nem prendê-lo, nem ameaçá-lo, tampouco garantir que ele nunca saia escondido de você. Se você não pode fazer nada em relação a isso, você acaba tendo duas opções: ou resgata a sua integridade, ou fica em um relacionamento que nem tempo de aproveitar você tem, visto que ele já é “gasto” o bastante com suas neuroses.
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Boa sorte!

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About Author

Luiza Costa

Brasiliense morando em Curitiba. Escritora, blogueira, youtuber. Espero te encontrar todos os dias nas redes sociais pra que possamos debater os mais variados temas e crescermos juntos.