Como superar um pé na bunda da mulher amada?

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Hoje o post foi feito por nosso famoso comentarista, o “Garçom” e é “de homem para homem”, ainda que claro que contemple as mulheres que pouco imaginam como muitos deles se sentem depois de um pé na bunda rsrs!

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Como superar um pé na bunda da mulher amada?

Você tinha um relacionamento legal. Cumplicidade, companheirismo, e muitas coisas em comum: viagens, passeios, comidas… Claro que tinha seus problemas, mas definitivamente, eles eram menores que os momentos juntos. E assim foi durante muitos anos. Já não havia muita diferença entre a sua casa e a dela, os carros de vocês e até entre as famílias. Ela nem era mais convidada para os eventos na sua família: era óbvio que ela estaria convidada ao chamarem você! E isso também acontecia do lado dela.

Mas o tempo foi passando, e a relação se desgastando. As brigas começaram a aumentar em número e intensidade, e por muitas vezes, veio as separações seguidas de reconciliações, porque o sentimento ainda era forte, intenso, bem maior que esquecer a data de namoro, deixar de atender o celular quando ela precisava falar com você, ou não ter adivinhado que o “nada” dela era apenas uma forma de chamar sua atenção. Mas mesmo assim, você que durante muito tempo não conseguia imaginar um futuro sem ela, passa a pensar em como seria bom ficar solteiro novamente. Mas não se enterra uma história de anos assim facilmente, até porque existe também o comodismo, o medo da mudança, da solidão. Só que esses medos começam a ficar cada vez menores a cada briga, ao ponto de você se questionar se o sentimento ainda existe, e por uma questão de respeito, tanto em relação a ela, quanto a você mesmo, o fim parece ser a saída mais razoável possível.  E assim é feito.

Aquela pessoa, que durante tanto tempo foi sinônimo de você, não está mais do seu lado. Foi a melhor decisão? Nessas horas você é traído por suas recordações: você não lembra que a vida a dois tinha se tornado complicada e os momentos ruins passaram a acontecer em maior número que os momentos bons. E a solidão se mostra mais implacável do que você imaginava quando ela estava do seu lado. A vida de solteiro não é exatamente o que você lembrava e esperava dela, não é? Mas agora não tem mais volta. Acabou e sua vida tem que seguir, do melhor jeito que puder.

O recomeço é complicado: Você se afastou dos amigos, que agora também têm seus compromissos. Mas com o passar do tempo, as coisas vão se ajustando e você se questiona se talvez você gostasse mais dela do que pensava. Já consegue escutar a música de vocês sem chorar, voltar naquele lugar que era sagrado para o casal e que você evitou durante algum tempo. Viagens, novos interesses, novas pessoas. Você não morreu de amor durante esse tempo sem ela! Tempo? Amor? Quanto tempo demora para um sentimento de verdade morrer ou não passar de uma boa lembrança do passado?

Sinceramente, acredito que tempo de “luto” está intimamente ligado à intensidade do sentimento: não acredito que a pessoa que é capaz de sorrir na ocasião de perder alguém que durante tanto tempo esteve ao seu lado, sem esboçar nenhuma lágrima, tinha um sentimento tão intenso assim. Tenho até medo de me envolver com essas pedras de gelo. E quanto é esse tempo de luto? Eu não sei, depende de cada pessoa. Mas com certeza, o tempo de luto dela sempre vai ser menor do que você esperava que a pessoa sentisse com a separação.

Agora você irá descobrir também que o mundo é pequeno, e é provável que com tanta coisa em comum durante tanto tempo, que muitos lugares ainda continuam sendo frequentados por ela. E em um desses reencontros, a surpresa: Ela está diferente, mais bonita, forte, decidida. E a vida dela também seguiu, aparentemente bem melhor que a sua. Não há apenas interesses de outras pessoas por ela, mas também relacionamentos, tanto superficiais quanto consolidados. E você? Ainda sofrendo por ela, o que é natural, embora ela pareça te considerar apenas uma lembrança. Afinal, você amou sozinho?

Cada um tem seu ritmo de gostar, de amar, e também de esquecer. O fato de ela ter seguido a vida mais rápido não quer dizer que ela tenha gostado menos durante o relacionamento e que também não tenha sofrido com a separação. Mas o sentimento se desgastou e quando acabou já não era mais amor, talvez de nenhuma das partes. Isso mesmo: do seu lado também pode ser apenas seu ego, que mesmo sem querer, ansiava em ver do outro lado uma pessoa abatida e triste, esquecendo as tantas vezes que você abriu mão do que te fazia feliz pela felicidade dela. Nós sabemos que para as mulheres há mais possibilidades de se arrumarem em relacionamentos, principalmente o “ficar” (em termos de compromisso sério, acredito que a dificuldade exista para os dois lados). Mas independente de ser o seu ego ou um sentimento de perda real, imperará o egoísmo, uma competição infantil e sem sentido para ver quem gostou mais ou menos.

O seu sentimento tem que bastar para você nesse momento. Ela não gostou tanto de você quanto você gostou dela? O que você viveu e sentiu realmente aconteceu, foi real e isso significa que você não viveu uma mentira. As pessoas reagem de formas diferentes ao fracasso de uma relação. Definitivamente, o sorriso dela e os atuais relacionamentos não dizem nada sobre o que ela sentiu ou passou, ou até mesmo o que está passando, porque o coração de uma mulher é uma caixinha de surpresas. Não gaste mais um segundo da sua vida pensando nisso, pois não te levará a lugar nenhum. Nunca sofra com aquilo que não pode mudar.

Seja sincero: Será que é a falta da pessoa amada que te deixa triste, ou o fato de que sua vida não seguiu como você imaginava? Sim, ela pode ter te esquecido, e isso também poderia ter acontecido com você caso já estivesse em um relacionamento legal, que te desse aquilo que você espera de uma pessoa, não é? O que está pesando mais nesse momento? O fato dela ter superado “tão rápido” ou a falta que sente dela?. Talvez você nem saiba a resposta: É natural que esses sentimentos, a tristeza pela falta, o orgulho ferido e a perda de um amor sejam confundidos no meio do furacão que é perder alguém. Até porque não são sentimentos excludentes: Quem ama, sente falta e pode ficar com uma imagem negativa de si. Assim como também é natural que seu ego quisesse ver uma pessoa em condição pior que a sua, por mais que você tenha um carinho por essa pessoa. Só que ser natural não significa que seja um bom sentimento ou que irá acrescentar alguma coisa na sua vida, muito pelo contrário: você não crescerá e ficará sempre sob a sombra de um relacionamento que não deu certo.

Se a questão for um sentimento que ainda está vivo em você, a solução é ainda mais complexa e passa pela necessidade de você dar um sentido à sua vida, independente da ex ou da próxima. Mas seja qual for a questão, não adianta sofrer por quem não está sofrendo por você. Siga sua vida, tente ser uma pessoa melhor, mas sem ela como referencial. A felicidade ou tristeza dela não devem mais fazer parte da sua vida. Será difícil no começo, mas você vai conseguir.

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Vocês já leram o post com Dicas para esquecer o ex? E o post “Não consigo esquecer meu ex“?

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About Author

Alessandro Lagoeiro

Colaborador do Pergunte a uma Mulher. 34 anos, conhecido pelo personagem "Garçom Sentimental" aqui no blog. Solteiro, é consultor de negócios, além de ser bi-separado e pai de um casal do primeiro casamento.

  • Sebastião Júnior

    A parte mais complicada do último caso citado (o sentimento ainda presente) é que a luta é dura demais. A luta não é contra a lógica da coisa toda, mas sim com o sentimento ainda muito forte. O cérebro prega peças e você tem que amargar até descobrir como “trapacear” o próprio pensamento. Ando no meio de um turbilhão de coisas como as que foram citadas aqui (e as particularidades do ocorrido). Tem dias que o abalo vem forte, e dias que você não está nem aí pra nada, e dias que algum estímulo aleatório aparece. Entre todos os melhores dias são os de estímulos aleatórios e tenho tentado transformar essa aleatoriedade em algo mais planejado. Não sei até onde isso vai me ajudar, mas não deixa de ser uma alternativa.

    • Tih

      Entre todos os melhores dias são os de estímulos aleatórios e tenho tentado transformar essa aleatoriedade em algo mais planejado.

      não entendi

      • Sebastião Júnior

        Algo inesperado acontece, então, se for bom, eu tento repetir mais vezes.

    • Alessandro Garçom Sentimental

      Sebastião, boa tarde.
      A luta é dura, árdua e difícil. Mas existe inúmeras coisas simples que você pode fazer no processo. Uma delas é deixar de acompanhar a pessoa. Conheço muitas pessoas que acompanham os passos do outro depois da separação, através do whatsapp, Facebook, twitter…. Gente, isso é tortura gratuita! Dê um tempo para você mesmo! Inicialmente, evite lugares que guardam recordações do casal. E busquem ajuda nas pessoas conhecidas que se preocupam com você. Como os garçons dos bares que costuma frequentar 😉

      P.S.: Luiz Oliveira, matou a curiosidade sobre o Garçom? heheh… Vém do gosto do ambiente de bar para conversar, desde que eu ia com meu pai para os mesmos. E como a finalidade aqui no blog é servir…

      • Sebastião Júnior

        Me livrar dessas interligações sociais foi a primeira coisa que eu fiz. Não dá pra ficar bem fiscalizando a vida do outro ou da outra.

        • Thomaz Aquino

          Pior é o meu caso , naõ tive escolha , ela pediu divorcio.mas quem sofreu mesmo foi meu filho ..hoje com 8 anos na época 7, sofreu por ter que morar longe do Pai ,que só poderia pega-lo a cada 15 dias, ficou quase sem a convivência da mãe também , ele acabou jogado em casa de baba ..sendo esposto a caras estranhos…ficantes da mãe..e vc ter que ver seu filho passando por isso.. esqueçer uma mulher ..acreditem ..seria bem mais fácil..

          • Sebastião Júnior

            Eu tive sorte de não ter ido tão longe no relacionamento.

      • L.

        Apesar de ser uma papo entre homens me identifiquei muito com o esse post. Pode parecer meio fantasioso, mas depois de 3 anos de muito “amor”, companheirismo, confiança, planos, dentre outras coisas, jamais pensei que aquele com o qual eu esperava viver a vida toda fosse me deixar de vez, e muito menos que ficaria com outra (ainda por cima muito feia), com pouquíssimos dias após a separação… já se passaram quase 3 meses e quando penso que já superei me pego sofrendo de novo. Ele já me pediu perdão pela forma com que agiu comigo, mas não consigo perdoa-lo. Me sinto traída, pois não posso saber se já estava com ela enquanto estava comigo, ele não consideração pelo longo tempo de relacionamento, ou pelo meu sentimento. Não sou moderna a ponto de aceitar esse tipo de coisa numa boa. Nunca imaginei que um pé na bunda doesse tanto… Fui tão fiel a ele que até hoje rejeito outros homens como se ainda estivesse namorando. Espero que o tempo seja mais generoso e cure logo tudo isso.

        • Leandro Sarnik

          o seu esta parecido com o meu mas namorei 2 anos ja faz um mes que ela terminou mas ja esta com outro namorando em casa kkk mas estou a procurar outras desde o dia em que terminei e realmente nos perguntamos o que a pessoa sente.

  • Phillip Souza

    O texto evidencia pontos importantes que fogem apenas um pouco do senso comum; é um caminho, dentre vários outros. Mas existe um melhor: o desapego. Mesmo numa relação intensa, profunda, jamais teremos/possuiremos o outro. Fica se quiser, se sentir bem com a relação, se estiver à vontade. Vai se quiser pelos mesmos motivos só que na ponta oposta. Impossível? Para maioria sim, mas é possível chegar a esse ponto de desprendimento.

    • Alessandro Garçom Sentimental

      Philip, boa tarde.

      De fato, sentir-se dono de alguém é um caminho para frustração. E isso independente do fim da relação ou não. Mas a questão é que mesmo que nós façamos tudo para deixar a pessoa livre, inclusive de nós mesmos, a dor e a perda serão grandes. O que eu quis dizer nesse texto foi mais ou menos isso:

      https://www.youtube.com/watch?v=-lO9IdFbhVo

      • Phillip Souza

        Percebe que “dor e perda” dependem do ponto de vista? como posso ter a sensação de perda (e consequente dor pela perda) se eu cultivo o desprendimento? Como posso perder algo que eu sinto que nunca tenho ou terei? ~Só para pensar.

        Talvez esses sejam passos para mais adiante, e respeito e compreendo sua visão.

        Grande abraço @garomsentimental:disqus!

        • Alessandro Garçom Sentimental

          De fato, Philip, seu questionamento nos coloca para pensar. Aliás, isso é filosofia Jedi! Lembro do diálogo entre Yoda e Anakin em a Vingança dos Sith:

          “– Essas visões que você tem…
          – São visões de dor… sofrimento… morte.
          – De você falando está, ou de alguém que conhece?
          – De alguém.
          – Próximo a você?
          – Sim.
          – Cuidadoso deve ser quando sente o futuro, Anakin. O medo da perda é um caminho para o Lado Negro.
          – Não deixarei que essas visões se tornem realidade.
          – Morte é uma parte natural da vida. Alegre-se por aqueles que ao seu redor na Força se transformam. Lamentar, jamais. Sentir falta, jamais. Laços emocionais levam ao ciúme. Na sombra da cobiça se transformam.
          – O que devo fazer, Mestre Yoda?
          – Treine a si próprio para deixar ir tudo o que você tem medo de perder.”

          Essa última frase tem muito a ver com o que você disse. Mas agora me veio outra questão: Não sei se eu teria tamanho para fazer isso, sinceramente. Nem digo por um sentimento de posse, mas da ligação forte de um relacionamento. A pessoa não é minha, e nunca será, mas sua presença é. O bem que a pessoa me faz também é meu. Os momentos que ela me proporciona, os prazeres… Talvez a questão da dor da separação nem esteja no outro, mas naquilo que somos ao lado dela… É disso que sentimos falta. Daquilo que existe dentro da gente… No momento que, como diria as Spice Girls:

          https://www.youtube.com/watch?v=FA5jsa1lR9c

          • Phillip Souza

            Agora você chegou ao ponto. A questão é o nosso tamanho. E sim, é possível que você consiga crescer e evoluir para fazer isso: mas só se você quiser. Talvez, mesmo que diga conscientemente que queira, lá no fundo não queira – afinal: sentimos falta daquilo que existe dentro da gente (paradoxal, não é?).

            Acho que o Mestre Yoda vem me treinando à distância através da Força – kkkkkkkkkkkkkkk

            Grande abraço.

          • Thomaz Aquino

            Não ha porque temer perder aquilo que nunca te pertençeu ,a voce diz ..nunca ..foi ?é nunca foi seu se não não perderia , assim como seu corpo também não é..seus Pais tambem não , alias nada aqui na terra é seu ou de ninguem , só temos uma impressão que sim , mas vemos gente indo embora sem levar nada daqui , a todo momento , como este dias o Paul Walker ..e milhares de pessoas todos os dias…só que no amor temos dificuldade maior de aceitar , a realidade , apesar de eu não ser religioso , tem uma coisa na Biblia que diz , amar a Deus sobre todas as coisas..se agente usar a logica , veremos que é um ensinamentos de não se apegar demais a nada , porque estamos de passagem, voce deve entender que voce deve ser responsavel pelas coisas que tem , poque um empréstimo sem datas a vencer ..e que podem se findar uma de cada vez ou tudo de uma vez..então a logica diz que como posso possuir alguem se não possuo nem mesmo a mim..