Ele é gay, mas paga de machão!!!

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Quem é que nunca pensou que aquele homem lindo, maravilhoso, gostoso e apetitoso era um baita de um macho hétero que te faria ver estrelinhas e depois descobriu que ele gosta mesmo é de outro macho apetitoso? Nisso vem a pergunta: por que tem tanto homem gay que faz pose de macho? Resolvi chamar nada menos do que um gay pra lá de sincero para falar sobre isso!

Machao demais pode ser gay

Primeiramente, queridos leitores, gostaria de lhes pedir que não acreditem prontamente no que estão prestes a ler. Mas peço que tomem o texto como referência e motivação para fazerem suas próprias investigações e tomarem suas próprias conclusões, de acordo com o que suas definições da verdade estiverem dispostas a aceitar.

Antecipo meu pedido de desculpas, pois assim como qualquer um cometo erros e não estou imune a equívocos.

Nesse texto irei um pouco além do convencional, deixando aqui minhas opiniões o mais profundas possível a respeito do assunto que irei abordar.

A pergunta é: Porque certos homossexuais vivem a se passar por heterossexuais? Qual motivo lhes levam a tomar tal atitude que incomoda e obstacula (palavra que eu inventei e que significa “colocar obstáculos” rsrs) a vida de muitos envolvidos? Por que não se aceitam tais como são?

Para começar a responder preciso ir além, não só tomar como referência o comportamento humano, mas o próprio funcionamento da natureza em si. Vamos lá?

Quem acredita que a natureza é responsável pelo equilíbrio e funcionamento de tudo o que se move neste planeta, levante mão! Pois bem… Eu acredito. Tudo o que existe é equilibrado por esta força que nos rodeia, essa energia natural que proporciona a vida.

Sendo assim, gostaria de lhes propor um desafio.

Imagine que, se no mundo a quantidade de mulheres fosse maior, extremamente maior, do que a quantidade de homens. O que iria acontecer?

Os homens achariam uma maravilha, já que teriam pouca concorrência e sobraria pretendentes. Eles seriam caçados como uma presa em extinção é caçada por um bando de predadores famintos! Mas por outro lado, as mulheres, com poucas possibilidades, seriam obrigadas a “brigar” por isso.

Se duas mulheres, como podemos ver, brigando por um homem já causa um tremendo escândalo, imagine 80% de uma população feminina nesta briga por 20% da população masculina (tirando as crianças dessa porcentagem, lógico)… Uau! Eu não gostaria de estar aqui para ver…

Mas agora, voltando à realidade, sabemos que não é assim (ainda bem!). A quantidade de homens e mulheres está bem distribuída e organizada. Mesmo que haja mínimas diferenças geradas pela natalidade e mortalidade, ainda é proporcionado iguais condições a ambos os sexos.

Então, chegando aonde queria chegar, através dessa suposição argumentativa eu lhes pergunto, meus amigos:

– Se a natureza é responsável pela igual distribuição dos sexos, pela igual quantia entre homens e mulheres, será que esse equilíbrio também não acontece em relação a sexualidade deles?

Essa revelação pode ser um tanto quanto assustadora, mas eu acredito que sim e isso explica tudo.

O mundo é habitado por gays, héteros, bissexuais, transexuais, etc. E todos eles existem em “igual” número e proporção!

Ah Gabriel, você só pode estar louco afirmando isso! Será mesmo?

As pessoas, com seu orgulho, um dia chegaram a acreditar que a nossa terra era o centro do universo e que tudo girava em torno de nós, mas elas estavam enganadas. Esse mesmo orgulho é o que hoje leva nossa sociedade a insistir que somos um mundo heterossexual e até dizem que foi Deus que quis assim.

Na na nina não! Sinto lhes dizer, mas não é assim que as coisas funcionam. As religiões, o moralismo, as convenções e o controle externo que me desculpem… Mas a natureza não comete erros e não trabalha à mercê dos nossos caprichos. O mundo não é exatamente como nós queremos, embora façamos parecer que é de fato.

Mas então, Gabriel, porque vemos mais heterossexuais do que homossexuais convivendo entre nós? Porque a grande massa homossexual, pressionada pelos padrões de comportamento da sociedade, se esconde amedrontada para ser aceita, e vive a se passar por hétero, dando assim a impressão de que a população heterossexual é maior e dominante.

Tais homossexuais vivem em constante sofrimento e conflito interior. Muitos querem, mas não conseguem se libertar das amarras sociais que os prendem numa vida de mentiras. E além de serem vítimas de si mesmos, vitimam aqueles que convivem ao seu redor, causando constrangimento e uma série de problemas que até então não foram encontradas as soluções cabíveis.

“O cara é gay, mas paga de machão!”

Essa é a frase que incomoda tanto as mulheres, quanto aos homossexuais assumidos. A princípio nos parece cômodo sentir aquela aversão e até mesmo pontadas de raiva em relação a essas pessoas, mas será mesmo que temos esse direito?

Se nos colocarmos por um instante no lugar deles, perceberemos o quanto é doloroso sentir a necessidade de se mascarar, para assim passar despercebido diante da multidão.

O maior medo, no caso, é deixar de ser amado. O enrustido se vê dividido entre a própria felicidade e a felicidade dos que lhes são caros. Coisa que, diga-se de passagem, eu particularmente não entendo, pois se amamos nossos filhos, parentes e amigos – se amamos de verdade –, por que deixaríamos de amar caso descobríssemos neles a homossexualidade?

É algo a se pensar…

Vamos confessar: ninguém gosta de ser excluído, rejeitado e apontado pelos demais. Mas acreditem, ao mesmo tempo ninguém se sente confortável enganando todo mundo.

Esses homossexuais, reprimidos, se deparam com a obrigação de provar que não são o que são de verdade e morrem de medo das desconfianças alheias. Outros, portanto, não se aceitam mesmo e até chegam a acreditar que são de fato heterossexuais, quando na verdade não são. O cara nessa situação toma as resoluções que mais lhe convém para se disfarçar (pelos mesmos motivos citados acima). Para começar, tenta ao máximo, corporalmente, se parecer macho. Não abre mão da academia e tem uma preocupação exagerada com seu corpo, desejando músculos e curvas extremamente másculas. Da academia ao convívio com os amigos, ele é o que mais fala sobre as mulheres, o que mais vira o pescoço para olhar uma bunda que está passando, o que mais se preocupa em “pegar” as gatinhas. E precisa fazer isso em público para que todos os amigos vejam!

Bem… Esse é apenas um exemplo e muitos podem ou não se encaixar nele. A idéia que aqui desejo transmitir é a seguinte: o homem que força demais o comportamento hétero, muitas vezes viril, pode estar apenas disfarçando a sua homossexualidade. Afinal… Um hétero legítimo não precisa provar sua heterossexualidade o tempo inteiro. E não precisa forçá-la, tal como fazem os enrustidos, porque neles isso flui naturalmente, porque é o que eles de fato são… Não é mesmo?

Mas Gabriel, por que precisamos ficar atentos a isso? Se o cara está fingindo que não é gay, o problema é dele!

Não, meu amigo… O problema passa a ser nosso também quando começamos a nos envolver (por atração ou emoção) com alguém assim.

Quantas mulheres não se apaixonam por esses caras que no fundo não são exatamente o que parecem? Quantos gays não se deparam com o cara que ficaram na semana passada andando de mãos dadas com a suposta namorada? Quantos não se casam e geram filhos com aqueles que, se fossem corajosos o bastante, jamais iriam se reproduzir?

O bicho pega quando o assunto é envolvimento! E sinceramente… Convém que deixemos de lado todas as fórmulas e manuais de “como reconhecer um gay” de lado, porque que isso não resolve nada. O máximo que conseguiremos com isso é nos prevenir, mas o remédio não consiste em identificar esses homossexuais, pois mesmo que identificados, eles continuarão fingindo, mentindo e enganando. Ninguém pode apertar os ombros desses homens, sacudi-los e implorar para que se assumam. Eles continuarão negando e o fato de nós sabermos a verdade não é o suficiente para convencê-los a encarar essa verdade. Pelo simples fato de que assim se acomodaram, assim passaram a viver após a descoberta. Pelo simples fato também de que o próprio caráter do indivíduo nem sempre é forte o bastante para se posicionar e enfrentar a realidade sobre si mesmo.

O mal está mais embaixo, meus amigos, no fundo, na raiz.

A mudança não deve ser feita no indivíduo, mas no conjunto em si. O enrustido não se assumirá por conta própria, ele precisa de estímulos, precisa de aceitação. Ele é apenas mais um fraco, digno de compaixão e precisa do nosso apoio para se libertar, já que não consegue fazer isso sozinho.

A nossa sociedade é mais responsável do que parece e a insistência na discriminação ao homossexual hoje toma proporções alarmantes. Nos dias de hoje, não é só o gay que sofre com isso.

Querem uma narração para exemplificar?

Veja bem aquele pastor que grita no microfone de sua instituição religiosa: O homossexual precisa de cura! E blá blá blá…

Sua voz se espalha na multidão, ele convence a “todos” de que ser gay é errado e um garotinho confuso da platéia absorve suas palavras.

O garotinho, gay por natureza, se amedronta e se transforma naquele enrustido. Isso mesmo, o enrustido da academia que mencionei acima. Ele conhece uma garota e vê nela a oportunidade de aceitação. Ela se apaixona, eles se casam…

Tempos depois, o garotinho, que agora é um homem corajoso, não encontrando nenhuma cura porque nunca esteve doente… Começa a explorar sua verdadeira sexualidade e sai a procura de encontros secretos e ocasionais com pessoas do mesmo sexo.

A família da menina, que agora é mulher, acaba descobrindo as traições e a verdadeira identidade do marido. Ela, inconformada, se pergunta: Por quê? Meu Deus! Por quê?

Porque seu pai, o pastor, um dia pronunciou as palavras que levaram o garotinho a agir assim. Com a família destruída, sem saber, aquele homem pagou caro pelo que disse…

Nós somos aquele pastor, minha gente. E nossas discriminações, como na narração, um dia voltarão contra nós mesmos.

Os enganadores enrustidos um dia deixarão de existir quando formos capazes de respeitar o nosso próximo e assim dar condições a eles, condições de ser o que realmente são, sem medos, sem receios e sem sofrimentos.

Isso é tudo o que tenho a dizer…

Para finalizar, gostaria de dizer que é sempre um prazer estar aqui, interagindo com o Pergunte a Uma Mulher. Agradeço à nossa querida Luiza pela oportunidade e digo que estou disponível no Facebook caso alguém ainda tenha alguma dúvida.

Um forte abraço a todos! Espero ter agradado.

Então… Rsrs… Até a próxima!

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About Author

Gabriel Myslinsky

Colaborador do Pergunte a uma Mulher Nascido em São José dos Campos SP, atualmente em Madre de Deus de Minas MG. Não é preciso um diploma para se exercer o verdadeiro dom! Minha vida é escrever... Escrevo porque amo, porque o comportamento humano é fascinante e precisa ser registrado. Ideologia? Obrigado, mas prefiro ser uma metamorfose ambulante. E que viva o Rock n’ Roll!