Desde que ela finalmente chupou a amiga em um ménage, nunca mais quis repetir a dose!

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Leitor: Eu tenho 45  e minha esposa 39 anos. Estamos juntos desde 1996 (casamos em 2001). Em comum acordo, fizemos ménage com a participação de uma amiga dela. Este fato ocorreu umas 3 ou 4 vezes, sendo que na última vez, diferente das outras anteriores, ela se soltou mais, e passou de simples toques em sua amiga e beijos no seio, a um sexo oral onde ela foi ativa enquanto sua amiga fazia o mesmo em mim. Ocorre que, após esta ultima vez, nunca mais praticamos, e ela alegou ter tido nojo de ter chupado a amiga, sensação de culpa sei lá… certo que, ela afirmou não querer mais praticar o ménage. Contudo, isso a excita sempre quando temos relação, ou seja, ela pede para eu imaginar um momento, que eu relate o que estou imaginando fazer, inclusive ela simula chupar a mulher imaginária e vejo que ela tem muito tesão quando isso ocorre, principalmente quando ela bebe um pouco, o que a faz ficar mais desinibida. Minha esposa toparia uma nova aventura como esta? Ela estaria com medo de ser vista por mim como homossexual? Ela seria bi? 

Desde que ela finalmente chupou a amiga em um ménage, nunca mais quis repetir a dose!

Humm, quer dizer que ela gostou da ppk é… brinks kkkk. Mas olha, se você realmente percebeu que ela sentiu muito tesão na hora, pode ser sim um bloqueio por uma possível vergonha em ter sentido prazer com outra mulher. É que nem homem quando se descobre gay: a depender da criação, fica achando que tem algo errado e aí acaba se punindo por isso. É claro que no caso, no máximo ela é bi, mas só pra dizer que tudo que é novo assusta, ainda mais quando significa atração pelo mesmo sexo – coisa que, por mais que a sociedade se diga moderna, não é todo mundo que aceita numa boa.

Agora assim, cuidado também pra não estar forçando uma situação e até mesmo distorcendo certas coisas por estar mais cego no seu tesão e no seu interesse pelo surubão do que atento aos fatos em si. Sem contar que é complicado falar pelos outros a respeito da orientação sexual deles: tudo o que a gente pode fazer é supor e tentar perceber o quanto de tesão ela demonstra. Só que, certeza, certeza mesmooo, aí não tem como você fugir da raia: só perguntando mesmo.

O problema é que os casais gostam muito de conversar por fora, pedir conselho por fora, mas às vezes perguntar uma coisa relativamente simples um pro outro eles não conseguem. Sabe por quê? Porque falta intimidade. Eu no seu lugar não me preocuparia TANTO em saber se ela é bi ou não. Pelo menos a princípio, eu me preocuparia mais em fazê-la confiar em mim, até porque isso também pode ter a ver com o bloqueio dela. Para aumentar as chances de vínculo, também contaria alguns segredos meus e aí sim, inevitavelmente acabaria deixando espaço pra ela contar os dela. Tipo amiga tricotando, sabe? Até que uma coisa vai levando a outra e uma hora: páaaa, na pior das hipóteses, você descobre a verdade e fica chupando dedo, sem ppks duplas kkk. Mas pelo menos descobriu a verdade e não ficou fantasiando à toa 😉

Por mais que vocês sejam casados, é difícil forçar uma intimidade que não existe do além. Você não pode querer comer um bolo sem antes ter feito a massa..

“Luiza, mas a gente já é casado há mil anos, como assim não temos intimidade?”

Sim, ser casado há mil anos infelizmente não garante isso. É comum um casal ter intimidade e confiança em certos assuntos e em outros não. Fora os tabus de cada um…

Se você quer cumplicidade com sua mulher, não fale apenas sobre sexo, mas sim da vida como um todo. Porém, quando chegar ao assunto desejado, demonstre que você não sentiria ciúmes caso ela tivesse atração por outra e que entenderia caso ela amasse homens, mas gostasse de mulheres para se divertir (estes são apenas exemplos figurativos). Só que atenção: fale apenas o que você achar sincero, sem dar pra trás depois. Tudo isso numa linguagem muito amiga, sem cara de safado escrotão que quer perguntar isso só pra logo em seguida falar ‘‘opa então bora trepar agora?”. Por mais que você goste da putaria, respeite o limite dela: tire as informações aos poucos.

Por exemplo: se ela, por algum acaso, te contar hoje que sentiu tesão na amiga, deixe quieto e não se alvoroce tanto. Aí amanhã ela conta mais alguma coisa, depois outra, depois outra e aí você vai só ouvindo e se mostrando confiável… até que um belo dia, por conta própria, se ela realmente gostar da fruta e ver que realmente pode confiar em você, ela mesma te dará a ideia. E se não der, é porque ou o trauma foi grande (= é necessário terapia), ou ela realmente não quer e você que está viajando que ela está mais interessada do que realmente está. Ou seja, não force.

Sem contar que fantasiar em palavras e na imaginação durante o sexo não necessariamente significa que ela sentiria o mesmo tesão ao vivo, ou até mesmo que pretende repetir o ato de fato. Às vezes ela só se excita porque sabe que você se excita e que isso mexe contigo na hora do sexo. Seria como se ela se excitasse pelo poder que essa fantasia exerce em você, não porque ela quer lamber a moça lá de novo.

Fique esperto e boa sorte!

Leia: Ménage feminino: dúvidas frequentes

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About Author

Luiza Costa

Brasiliense morando em Curitiba. Escritora, blogueira, youtuber. Espero te encontrar todos os dias nas redes sociais pra que possamos debater os mais variados temas e crescermos juntos.