5 coisas que estão muito erradas no Brasil

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Tô séria no post de hoje, mas né? Sempre em busca de um mundo melhor pra noix! E tá tudo bem se você fizer alguma dessas coisas. Eu mesma já fiz algumas delas. Porém, sempre há tempo de ter humildade e mudar, ao invés de apenas pedir uma perfeição alheia que, muitas vezes, falta em nós.

5 coisas que estão muito erradas no Brasil

Antes de fazer esse título, fiquei na dúvida se colocava apenas no Brasil, no mundo, ou até  mesmo no meu mundo. Porém, conclui que, apesar de sempre existirem exceções, talvez seja um mal do brasileiro mesmo. Ainda que claro, nada impeça que seres humanos gringos deem suas puladas fora também.

1- Não dar retorno das coisas

Você está procurando um emprego, combina alguma proposta de freelance que seja, e plimmm, a pessoa some!!!! Não te dá retorno algum e nem liga se você espera por algo.

Falta de noção? De empatia? Acho que as duas coisas, visto que, convenhamos, ninguém gosta de esperar. Muito menos a pessoa que fez isso.

O mesmo vale para conversas (informais?) de Whatsapp: lembram-se quando falei que fiz o teste de ignorar pessoas que costumam me ignorar e 99% ou reclamou, ou me cobrou uma resposta? Pois é, pimenta nos olhos do outro é refresco. E juro que não fiz isso pela vingança, fiz pela ciência, ainda que claro, a sensação do “tudo que vai, volta”, é boa também kkkk.

2- Marcar coisas e se atrasar

Nessa a gente tem muito o que aprender com os britânicos. Se atrasar é feio. Na verdade, é muito feio. E tudo bem, a gente sabe que existe trânsito, imprevistos e exceções. Mas na medida do possível, considere chegar no horário combinado.

Mora longe? Saia antes de casa. Vai de ônibus? Confira os horários na Internet. Deu caganeira? Avise o amiguinho.

Lembre-se que 10/15 minutos é tolerável, meia hora é falta de respeito. Ainda mais quando você nem liga pra avisar ou marcou de comer e deixa o outro estirado de fome!

3- Reclamar apenas do desnecessário

Você já viu que pra falar mal dos outros ou reclamar online, todo mundo tem coragem. Porém, reclamar das injustiças ou de coisas – mesmo que pequenas – que a gente considera erradas no dia a dia, é pra poucos.

Esses dias mesmo, estava numa churrascaria com uns amigos. E eu, pessoalmente, sempre achei um absurdo que elas cobrem os 10%. Não só pelo preço que em si já costuma ser bemmmmm salgado, e que ao menos ao meu ver, está mais do que bem pago, como também porque descobri que em muitos estabelecimentos, nem fica 100% pro garçom. Sem contar que, né? O certo era já estar tudo embutido no preço do produto. Sem essa de você pensar que vai pagar X e no final pagar Y.

Lembrando que, no caso não só dessa churrascaria, como de outros restaurantes e bares, vem escrito que ninguém é obrigado a pagar os 10%. Só que na hora do vamos ver, muitos te constrangem de tal forma, que poucos são os consumidores que tem coragem de dizer que não acham justo ou que optaram por não pagar. Ainda mais quando estão em um grupo: não querem pagar de muquiranas ou de “diferentões” da manada. Enquanto isso, o comerciante mete a faca: já te dá a conta com tudo incluso e nem pergunta o que você acha, enquanto o certo seria dá-la no preço normal e ver se você vai querer pagar a gorjeta extra, ou não.

O interessante é que nesse dia da churrascaria, resolvi manifestar o que sempre achei ao ver que, mais uma vez, um atendente estava “implicitamente me forçando a pagar os 10%”. Depois dele já “calcular por mim o preço com a gorjeta”, perguntei se era obrigada. Ele evidentemente disse que não, e eu perguntei: se isso era uma opção, porque eles se comportam como se não fosse? Confesso que me senti bem chata por estar reclamando (afinal de contas, ninguém gosta de ter que reclamar de algo), mas felizmente e como esperado, muitos amigos que também estavam lá no dia, concordaram comigo. Pena que já era tarde demais: todos já tinham pago, inclusive eu. E foi-se mais uma vez sem falar nada, ou falando no momento errado.

Ah, essa história me lembrou um parêntesis. A das promoções de mercado…..

Lembra aquela pizza que você comprou por X, mas na hora de pagar no caixa, estava por “um real a mais”, e que justamente por ser pouco, você não “reclamou”? Pois é, agora imagine o que eles ganham por dia com uma porrada de cliente que pensa o mesmo que você. Lembrando que ninguém deixa você levar nenhum produto por um centavo a menos, nem por uma balinha. E tá que nem sempre essas coisas acontecem por maldade, mas é bom avisar. E é bom pra refletirmos.

4- Inversão de valores

Você empresta um livro que nunca é devolvido, ou quando muito, é devolvido todo rasgado. Aí você se manifesta e seu amigo fecha a cara pra você. Nisso o errado e chato passa a ser você, “que falou algo negativo”, não o amigo que foi o verdadeiro errado da história.

Tem também a história do amigo/namorado e sei lá mais quem que promete algo e não cumpre, ou marca pra fazer um trabalho na sua casa – muitas vezes até remunerado! – e não aparece. Ou aparece em um dia e falta no outro (sem avisar, claro), tipo pedreiros e afins. Daí você inventa de abrir a boca pra se manifestar e eles ficam #chatiadus. Complicado, né?

Enfim, é tudo a mesma lógica….

Na verdade, às vezes me pergunto se no Brasil quem é omisso ou até mesmo falso, costuma levar mais vantagens justamente por “não terem falado nada” e passarem a (falsa?) impressão de serem educados. E como o desrespeito deles muitas vezes fica subjetivo e sem o uso direto de palavras, muita gente acaba acreditando nisso mesmo.

5- Propaganda enganosa

“Temos o melhor sanduíche do Brasil!!”.

“O maior Sex Shop do Brasil!!”.

“Somos o maior site em determinado assunto do Brasil!”.

“Receita infalível para emagrecer!!”.

Quem nunca viu uma frase dessas e acreditou?

Você sabia que, no Brasil, você falar que é o melhor ou maior em qualquer área, mesmo sendo mentira, não é crime? No máximo é considerado falta de ética para alguns consumidores mais atentos e que prestam atenção na mentira ao conhecerem o mercado. Nisso nem precisa ser um gênio pra saber que essa atitude “aparentemente inofensiva” fomenta a concorrência desleal e desonesta. E o pior, quando a frase anunciada for realmente verdadeira, tem consumidor que ficará em dúvida, justamente por já ter lido ela várias vezes de maneira duvidosa.

Triste pra quem faz do jeito certo, né?

Enfim e no fim, ficará sempre valendo o item dois, que diz que enquanto ninguém reclamar ou puxar a orelha dos verdadeiros vacilões da história,  ficará tudo como está mesmo.

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About Author

Luiza Costa

Brasiliense morando em Curitiba. Escritora, blogueira, youtuber. Espero te encontrar todos os dias nas redes sociais pra que possamos debater os mais variados temas e crescermos juntos.