Aonde é que foi parar a educação dos seus filhos?

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“Quem pariu Mateus que o embale” já dizia o velho dito popular.

Esta frase está mais presente do que nunca no meu dia a dia. Afinal de contas, tenho 31 anos e meus amigos estão procriando, fazendo com que eu conviva mais do que nunca com o Mateus e outras crianças.

Este texto tem a pretensão de cuspir para cima e tentar desviar a queda do cuspe na minha testa, pois quando recebo pais/mães/crianças em minha casa, fico horrorizada com o quanto a habilidade de criar um filho regrediu com o passar de algumas décadas.

Sendo assim, achei de interesse mútuo dar dicas para que as suas visitas não sejam tão constrangedoras. Afinal de contas, só as crianças que não sabem o que fazem e, por isso, não passam por constrangimentos que, acredito eu, os dois lados passam.

Dica 1: Se a Kiki faz, seu filho também pode fazer!

Meu sistema balizador para saber se seu filho é ou não educado chama-se “escala da Kiki”. Kiki tem dois anos e 8 meses, peluda e é uma linda canina de 4 patas.

A Kiki tem seu discernimento limitado, não fala português e mal entende o que digo, mas é educada, então, por que sua cria também não pode ser?

A Kiki não coloca as suas patas no sofá;

Não faz xixi no chão;

Não coloca suas patinhas na parede;

Senta quando é pedido;

Come no seu pratinho sem fazer sujeira;

Obedece sem que seja necessário gritar;

Não morde as visitas.

Se você não consegue controlar as birras que seu bebê faz, não saia de casa.

É muito desagradável ficar observando a omissão dos pais quando seus filhos estão fora de controle, sendo extremamente constrangedor para mim, “enquanto anfitriã”, ter que dizer para a criança “tire os pés do sofá, pois seu tênis/chinelo está sujo”. Esse é um papel dos pais, não meu.

Se você, papai ou mamãe, precisa de ajuda na alimentação ou com qualquer coisa, fale! Peça para lhe dar um auxílio, pois nunca sabemos quando estamos sendo invasivos/intrometidos. Não seja omisso(a) ao ver o circo pegar fogo e a casa do coleguinha (no caso eu e muita gente que me lê) sendo destruída pela sua cria mal educada.

Dica 2: coisas que arrepiam a espinha de quem recebe criança em casa e o que vocês pais podem fazer:

1 – Não deixem sua criança passar as mãos sujas pelas paredes (suja de terra/comida); Já tranquei o loke ao ver um rebento usar a minha parede como tela de arte moderna;

2 – Pais, se vocês ajudaram a fazer, não esperem que só a mãe reprima. Seja pai e tome sua posição na criação, pois é vergonhoso ver a mãe sobrecarregada enquanto você enche o rabo de comida e cerveja;

3 – Não deixe sua criança mexer com enfeites, fotos, coisas que quebram ou qualquer item que não seja dado a ela.

Eu tremo todas as vezes que sei que algum mexelão vem em casa, porque a pior coisa que tem é sair retirando tudo do lugar para evitar desastres.

4 – Se seu bebê ainda não sabe comer sem fazer bagunça, dê a comida em um local apropriado, se proponha a limpar a sujeira feita e sempre peça ajuda quando necessário.

Esses dias atrás fiz pastel em casa e veio um casal com uma criança de 3 aninhos. Acontece que a criança pegou o pastel e saiu desbravando a casa com as mãozinhas engorduradas. Quando notei o que havia acontecido, peguei a criança e a coloquei na mesa para comer corretamente.

A culpa é de quem, da criança de 3 anos ou dos pais que estão nem aí com a paçoca?

5 – Se o sapato estiver sujo, limpe. Nada contra colocar os pés no sofá e não vou surtar por isso, mas colocar os pés sujos? Com tênis? Não, né.

Dica 3: os hábitos das crianças são reflexos dos hábitos dos pais

A sua criança grita? Faz birra? Não obedece? Mexe em todos os utensílios e decorações que estão a mão? Come deixando tuuuudo cair?

Em geral, crianças observam os adultos e tomam os pais como exemplo a ser seguido.

Você joga lixo pela janela do carro?

Seu bebê vai entender que o mundo é seu lixão particular.

Seu diálogo familiar é aos berros?

Seu bebê vai aprender que quando ele grita, tudo se resolve. Diálogo pra quê né?!

Você chega em casa e senta o bundão no sofá e não faz nada?

Sua criança vai crescer acreditando que todos são seus servos e que esforço não leva a lugar algum!

Desafio cada leitor do blog a fazer uma reflexão (principalmente se você tiver mais de 25 anos) e relembre como era a sua relação com seu pai e sua mãe.

Bastava a minha mãe (ou pior, meu pai) me lançar um olhar que eu ficava quietinha, já sabendo que, quando chegasse em casa, ficaria de castigo.

Hoje os pais gritam, ameaçam e gritam mais um pouco e os filhos continuam a desobedecer.

Não sei se algo aconteceu no caminho ou se vocês desprezaram a educação que receberam. Por isso, voltar às origens faria um bem danado para seus filhos, pois limites são dados com respeito e olho no olho. Isso criará adultos responsáveis e não um bando de pessoas birrentas e imediatistas.

Recebi uma família, sentamos, começamos a conversar e a menininha começou a pular pela sala, gritar para chamar atenção, pegava os brinquedos e jogava nos pais e na Kiki. Obviamente a Kiki reagiu e se lançou no ar para pegá-la. Dei uma voz de comando e a bichinha parou praticamente no ar, a mãe, que após várias tentativas de conter as peraltices na menina, começou a gritar com a guria, o pai só olhou envergonhado para a esposa, mas nada fez. A criança chorou, chorou, chorou e depois voltou a desobedecer e o ciclo recomeçou.

Outra situação foi quando a mãe de um menino lhe deu um tapa na boca (aconteceu por duas vezes numa visita de uma hora) e fiquei horrorizada, pois um tapa na boca seria a última coisa que meus pais fariam e numa situação muito grave, tipo quando meu irmão tinha seus quatro aninhos e reproduziu os dizeres do priminho, soltando a pérola: “sua filha da puta”, tomou um tapa (leve) na boca e nunca mais a desrespeitou (gente, tapa na boca foi de advertência, para assustar, não para machucar).

Já vi criança mandar o pai tomar no cu e o paizão se matar de rir.

Outra situação foi quando visitamos um casal que tem dois filhos (uma bebê de colo e um menino de quatro anos). O menino não nos deixou conversar por cinco minutos e depois de muita birra e malcriação, disse: “por que vocês não vão embora logo?”. O pai disse: “esse menino é demais mesmo” e riu. A mãe disse “GABRIEL, que coisa feia”, mas também riu como se a malcriação fosse bonitinha. Só consegui imaginar meus pais numa situação dessas, algumas havaianas voando e eu ficando de castigo pela eternidade. A propósito: alguém já ficou traumatizado por causa de uma chinelada?

Não aguentei e disse: “Fulano, abre o olho e eduque seu menino, pois quando ele tiver seus 12 anos, estará impossível conviver, pois tudo é na mão, do jeito que ele quer e no tempo do guri”. Ele riu e disse: “esse menino vai dar trabalho”, como se fosse a coisa mais legal desse mundo!

Depois fiquei refletindo sobre o adulto que esse menino será e o quão os limites não dados farão falta no futuro.

Dica 4: crianças ou zumbis?

Engravida hoje quem quer. Há contraceptivos para todos os gostos. Então, se procriou, EDUQUE! Contudo, criança educada não é aquela que fica quietinha vendo Peppa pig ou no celular o dia inteiro.

É a criança começar a “dar trabalho” que os pais colocam um celular na mão, um jogo, um desenho animado.

Não quer trabalho para educar outro ser humano descente? Não transe e, se transar, proteja-se!

As crianças entendem desde que você seja o adulto da situação: você não entendia seus pais?

Cresci ouvindo a minha mãe dizer:

“Sujou? Lave!”

“Desarrumou? Arrume!”

“Não moro sozinha e não sou sua empregada”.

Ajudar na organização da casa ajuda a criança a desenvolver um senso de coletividade, além é claro de outras atribuições de responsabilidades que são essenciais para educar um ser humano descente, tal como ser responsável pelo seu pet de estimação.

Desta forma, chovi no molhado ao ressaltar que educação se dá em casa, com muito carinho, orientação e olho no olho. Não espere sair para educar e obrigar seu filho a ter costumes totalmente diferentes do que tem em casa.

Eu tiro por mim: era uma criança normal, sapeca e arteira, mas tinha limites. Na casa dos meus pais sempre teve horário para o desenho, mas tinha também o horário do telejornal e da novela. Portanto, da mesma forma que meus desenhos eram respeitados com silêncio, aprendi a respeitar o momento dos adultos.

Fazia altas peraltices, já coloquei fogo no banheiro, tenho várias cicatrizes, mas nunca fui respondona, sempre respeitei meus pais e, na “casa dos outros”, era um anjo!

Aliás, para sair de casa era rezada uma missa: “não mexa no que não é seu, não se intrometa nas conversas de adulto, não peça aquilo que não foi oferecido e AI SE VOCÊ SAIR DA LINHA”.

Sabe o que acontecia se eu e meu irmão saíssemos da linha? Meus pais nos deixavam de castigo sentadinhos em algum canto (olha o cantinho da reflexão mesmo antes da super nanny), já se despediam e voltávamos para casa ouvindo aquela palestra e fora o castigo da semana.

Procrie, mas crie, eduque e ensine bons modos. A sociedade agradece!

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Mari Cobra

Intolerante a lactose, quase advogada, geminiana e fodidamente indecisa. Apaixonada pela vida, pelo meu namorido e em dar pitacos na vida dos outros.

  • O mundo dá voltas…
    Mas tudo depende do ponto de vista. O lugar do observador determina o que você vê.
    Um Helicoide, a popular mola, exemplifica bem a evolução da humanidade. Se você observar de lado, algo percorrendo-a, parece uma evolução, começa lá em embaixo e vai subindo, mas no entanto, para quem olha de cima, o movimento é circular, lembra a “grande mudança” que certa famosa alardeou: “mudou tudo em minha vida, dei uma volta de 360 graus…”
    Entre avanços e recuos, evoluímos.
    Ainda está bem presente o trauma de tempos restritivos. Não pode isso, não pode aquilo… Repressão virou tabu e o vocábulo NÃO caiu em desuso.

    Assim como uma página em branco apavora arquitetos, pintores e escritores, a existência sem limites, mais estressa do que relaxa.

    Eis o desafio, Mariana, humanos não são cães, eu, por exemplo, sou um gato. kkkkk

    • Mariana Cobra

      “Uma das conseqüências da grande crise de valores vivida pela sociedade contemporânea é justamente a indefinição dos papéis familiares. Se no passado existia o risco da autoridade exacerbada, como no caso do pai que não permitiu que a filha seguisse sua vocação profissional, hoje vivemos o risco da ausência de referencial de autoridade. Pais que não sabem como dosar a liberdade de deixar que os filhos cresçam. Pais que não sabem realizar a intervenção necessária para ajudar a nortear o crescimento. E a crise dos papéis. Filho já não sabe ser filho, na mesma medida que pais não sabem ser pais. Nesse descontrole, que tem sempre como foco o desejo de acertar — afinal, ninguém quer errar na educação dos filhos —, encontramos uma violência velada sendo praticada contra crianças e adolescentes. Quando um progenitor permite que o filho faça o que bem entender de sua vida, uma violência terrível é cometida. Se por um lado a proibição arbitrária se configura como violência que impede o crescimento da pessoa, por outro, a permissão deliberada e sem critérios torna-se fonte da mesma privação. Cada vez que uma criança ou um adolescente é exposto ao direito de decidir o que ele ainda não está preparado para decidir, um ato de violência é cometido. E também violência permitir que assuntos que não são próprios do universo infantil sejam tratados na frente de crianças”.
      Livro: Quem Me Roubou de Mim Página 15 – Padre Fábio de Melo

      Não tiro uma única palavra dita por ele.

      To rindo dessa famosa, lembro dessa frase, mas não lembro qual subcelebridade a disse..rodou rodou rodou e parou no mesmo ponto kkkkkkkkk

      • Dea Perioli

        Concordo, vc sempre tem lucidez em suas colocações ! Bj

  • ANGEL

    Mariana !!!!Parabéns pelo seu texto. Concordo plenamente .

  • iiiiiiiiiiiiii

    “Quem pariu Mateus que o embale” aqui no meu povo é “Quem pariu Mateus que balance o berço”

    Filho é que nem peido cada um aguenta o seu não tenho paciência pra criança mimada rebelde aqui chicote estrala desde o berço filho de militar se responde tapa na fusa o velho era rígido mais por um lado me ajudou muito endireita na vida.

    velho essa porca feia pra caralho Deuses do olimpo como as crianças gosta de um lixo desses cara cade os desenhos/anime japoneses geração nutella.

  • Jps

    Acho que um pouco do problema é que por um tempo, no começo dos anos 2000, criou-se uma ideia que a criança precisa de espaço e ela ser agitada significa que ela pode ser geniosa, esperta, ativa……diferente de só ser mal educada, rsrs

    Isso em conjunto de um grupo de pais inexperientes, tem criado uma manada de crianças que não tem noção de limites.

    Acho que os desenhos/jogos nem atrapalham tanto, se os pais como você mesma disse estipulam horários e regras desde cedo.

    Eu, por exemplo, sempre fui considerado educado pelas mães dos meus amigos, e nunca fiz muito problema em casa (do sentido fazer arte, pintar as paredes) e sempre vi muita TV/Pc. Talvez o problema fosse esse mesmo, me tirar da frente da tela rsrs

    • Mariana Cobra

      Eu sempre fui arteira e sempre amei brincar sozinha, com amiguinhos(as), na rua, subindo em árvores, andando de bike e jogando vídeo game.
      Acredito que atualmente brincar ao ar livre seja exceção. A minha prima tem 11 anos e passou 6hrs consecutivas no celular (jogando e assistindo vídeos) e ninguém, além de mim, percebeu ou se incomodou, pois hoje em dia a preferência é as crianças estarem quietas…e criança quieta não é sinônimo de coisa boa ou desenvolvimento.
      Antes de ir embora da casa da minha tia (avó da minha prima) eu disse para ela o quão errado estava uma menina tão inteligente e ativa estar assim, bitolada no celular.

      • Jps

        Pior que essas 6 horas são as que você viu e quem sabe quanto tempo ela ta fazendo isso.

        Os pais tem que se tocar que além de viciante, é perigoso criança ficar com celular por muito tempo sozinha. Internet é um lugar complicado para quem entende e é adulto….imagina para criança

        O problema também, é que uns anos atrás a gente balanceava essas coisas com brincadeiras usando a imaginação, então a criançada trabalhava a criatividade um pouco. Hoje em dia, tem um monte de crianças com raciocino rapido, mas sem muita criatividade para criar coisas……sem contar a evolução de habilidades sociais, tipo fazer amizade com outros.

  • Bell Waltzi

    Tenho 3 filhos com 20, 18 e 7 anos e sempre os criei para serem livres e independentes. Mesmo criado eles assim, sempre primei pela educação com os outros e não só comigo, pois ninguém é obrigado a suporta criança mal educada e além disso, todo mundo deve ter limites e quando era necessário dava esse limite a eles. Hoje os mais velhos vai na minha casa quando querem e não sinto nenhum tipo de chateação por isso, já que ambos tem sua vida, seus gostos, seus amigos, namorados e namoradas e quando quiserem ir, terão sempre as portas abertas. O mais novo faço questão de estar comigo, porém estou me preparando quando ele também deixar de me visitar. Nunca passei vergonha em lugar nenhum com eles e quando dou uma ordem deve ser cumprida. Hoje sou mais um amigo que pai e acho que por isso tenho o respeito deles.

    • M Holmes

      Justamente pq vc encontrou o equilíbrio do respeito e da compaixão. Enquanto nas gerações passadas o excesso de autoridade causou danos, a permissividade excessiva está causando estes problemas apontados pela Mari.

      • Bell Waltzi

        M Holmes, não acho que a geração passada tenha causado algum dano, digo por mim, pois o controle que meus pais tinham comigo até a maioridade, moldou meu caráter e minha educação, porém acho que hoje o que falta não é controle, mas sim limites que os pais muitas vezes não querem dá para não causar trauma na criança e que as tornam mimadas e birrentas. Meu filho de 7 anos é assim, não posso falar nada que já chora e fica emburrado e daí digo pra ele que toda vez que fizer algo errado vou brigar, dar castigo e tirar dele o que mais gosta, que é jogar videogame e aí fica pianinho. Nunca tive problema nenhum em dizer não para meus filhos, aliás, quando me pedem algo a primeira opção é sempre o não e depois, após avaliação, digo sim ou continuo negando.
        Uma história engraçada é que com 12 anos minha filha mais velha virou pra mim e disse: Pai vou virar Emo, daí disse pra ela que tudo bem, desde que me convencesse o por quê disso e todas as vezes que vinha à minha casa perguntava e aí filha vai me convencer ou não, ela ficava nervosa e nada, até que um dia que perguntei e disse que havia desistido, pois não sabia explicar o por quê!

  • Mariana escreveu, escreveu, escreveu e a conclusão que tive: Mariana não sabe o que é ser mãe.
    Ter filhos é muito mais complexo do que Sim ou Não.

    • Mariana Cobra

      Claro que não, afinal, só vou saber quando tiver filhos. Acho que vc não compreendeu a proposta…de qualquer forma posso dizer como filha que muito se resolve com SIM ou NAO…de certo vc é o tipo de pai que evito receber em casa por causa dos rebentos descontrolados kkkkkkkkkkkkk

      • Digo isso porque fui criado igual a você e quando tive filhos, pensei que bastaria repetir o formato que meus pais utilizaram comigo. Mero engano.
        Quando meu filho (que hoje tem 14 anos) tinha apenas 2 anos eu descobri que as crianças de hoje são mais complexas e mais poderosas que nós. Não bastava apenas dar castigo, segurar a força, dar uns tapinhas ou dizer o que é certo ou errado.
        Tem que haver toda uma conquista e criar uma relação muito mais forte do que “Autoridade e “Subordinado”, “Marechal e Soldado”.
        São seres humanos e são a evolução dos pais, se não conseguir acompanhar o novo intelecto da nova geração, ficará apenas reclamando.
        Quando o Juninho Cobra começar a fazer bagunça no restaurante e os seus gritos de ordem não fizerem efeito, lembre-se do comentário do SEU Mestre Eros rsrsrs

  • Dea Perioli

    Um belo dia meu ex disse q o filho de 3 anos havia dado um tapa na cara da vo materna q parecia de novela , com som de tapa estalado e a mãozinha estampada por dias no rosto dela….me contou gargalhando e enfatizava__ Sabe..de novela!!!!! Parecia orgulhoso e zombava da vitima, q havia dirigido de São Paulo até a cidade dele para cuidar do neto, mais precisamente para ajudá -lo na tarefa . Essa história me soou tão mau q vi ali q não era boa pessoa, não bom pai mas péssimo educador . Perguntei qual havia sido a atitude dele ou da mãe da criança , a resposta foi q seguraram a rizada e disseram: — Fulano, não pode hein!!!! E depois correram pra algum cômodo para gargalhar daquela Sra… Passei pouco tempo com ele como companheiro mas vi que não havia didática e que os pais tinham medo do filho, o divórcio os fez temer a reprovação do filho, e então na mais tenra idade ele destruía gôndolas de supermercados , arruinava restaurantes, e dava espetáculose em variados locais berrando e rolando como um animal selvagem sempre narrado como “olha q menino cheio de vida”! Lembro tb q ele afirmou q o menino não gostava de idosos e chutou por 2 horas a bisavó no banco de trás do carro durante uma viagem e ele como pai não podia fazer nada pois estava dirigindo…ficou assim e assim perdurou outras tantas vezes. Eu só fiz uma coisa para por fim nisto, deixei o pai q hoje é ex e deve estar contando essas coisas “fofas” para outra trouxa q não eu! Respeito nunca sai de moda . É 2017 e está em voga!