Existe (a possibilidade de) recuperação para presidiários no Brasil?

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Me lembro das vezes em que brincava com vocês, por sempre acreditar que 100% da população pode passar por uma melhoria extrema. Inclusive os presidiários.

Daí me vinham com exageros do “Bandido bom, é bandido morto”. Ou então do outro extremo do “Tá com dó? Então leva pra casa”. Mas sério, apenas vejam essa opção que existe no Brasil, mas que infelizmente é pouco divulgada e deem as opiniões de vocês a respeito.

Eu simplesmente amei e quis fazer a minha parte para levar essa – e outras ideias boas – para o máximo de pessoas possíveis.

PS: Um dia ainda quero ser amiga da Jout Jout.

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Luiza Costa

Brasiliense morando em Curitiba. Escritora, blogueira, youtuber. Espero te encontrar todos os dias nas redes sociais pra que possamos debater os mais variados temas e crescermos juntos.

  • Olha, eu nem me surpreendi com essa ideia pois aqui na minha região já tem e não é essas 1.000 maravilhas que o “vendedor de apacs” da entrevista diz ser.
    Quem é acostumado a ler notícias policiais ( homens em quase total maioria ) já conhece tudo isso e sabe que isso é só uma alternativa, funciona só para uma minoria.
    O que realmente me surpreende é a quantidade de comentários femininos no vídeo. As mulheres são tão inocentes assim?

    • Interessante oq vc disse
      1- Como funcionam as APACS na sua cidade?
      2- Você acha que o sistema comum seria melhor então? Ou quem sabe, “a mesma coisa pra quem entende do assunto?”
      3- Qual seria a sua alternativa?

      • 1 – Funciona do jeito que deve funcionar, tentando ensinar os condenados a melhorar. O método é bom, porém é parecido com serviço público, salário baixo, pouca fiscalização, etc…
        Os resultados são difíceis de mensurar, pois como vou saber se a pessoa realmente mudou? Se tu perguntar para 1 milhão de presos se eles estão arrependidos do que fizeram, 1 milhão vai responder que sim rsrsrs

        Mas mudou mesmo? Por exemplo, emagrecer e viver uma vida saudável não é nada fácil e quando vejo propagandas de pílulas milagrosas eu penso nas pessoas que compram. E não são poucas, foi nisso que pensei quando li os comentários femininos no vídeo. Inocência e vontade de resolver rápido.

        A questão dos custos é o que me intriga, pois o dinheiro vem quase que na totalidade do governo. Mas e as vítimas? Não é destinado recursos para as vítimas? Elas ficam sem assistência?
        O sujeito assassina uma mãe de família e vai para a “Apac” receber toda a atenção e tratamento psicológico enquanto que os filhos da vítima ficam sem aparo.

        Para mim em primeiro lugar vem as vítimas e depois os criminosos.
        Se não tem dinheiro para os dois, os criminosos ficam para escanteio.

        2) O criminoso deve ser punido e melhorado ao mesmo tempo ( mas sem essa de não ter cela. Imagina como a família de uma vítima deve ficar contente de saber que o condenado pode fugir sem dificuldade a qualquer momento?).
        Mas não há dinheiro para isso, a maior parte do dinheiro deve ser destinada as vítimas, por isso proponho que condenados trabalhem para manter o sustento ( produzir a própria comida, gerar eletricidade, produzir asfalto para as ruas da cidade etc… ) e se sobrar dinheiro, ai receberão uma assistência melhor ( Como a Apac se propõe ).

        3 – Irei fundar a APAVIC ( Associação de Proteção e Assistência as Vítimas de Condenados )

        • Agora vc que foi ingênio ao achar que deixar os presidiários para escanteio ajudaria em algo.
          Na verdade, ajudar os presidiários é uma ótima forma de ajudar as vítimas. Os motivos?
          Quem consegue “melhorar a cabeça”, tende a machucar menos as pessoas. E 1% de gente q for salva (a sua “minoria” no caso), já é mt coisa.
          Um exemplo bobo: Vc já viu gente revoltada desse site que ficou menos revoltada?
          E quando ela era revoltada, quantas pessoas vc acha que ela já machucou?
          Já peguei alguns poços de ódio em on e em off e sei como “o pouco” muda muito.
          “Luiza, mas alguém ela continuará machucando”.
          Pode ser, mas uma pessoa a menos pra mim já é muita coisa.

          Agora pense nesse povo que trabalha d perto, no dia à dia. Sei lá, com esse povo acho q nem precisa perguntar muito pro preso se ele se arrepende ou não, dá pra ver no comportamento dele. Eu já fiz amizade com um preso e vc vai querer me matar, mas tenho certeza que ele era boa gente.
          No fim, era apenas um revoltado com o coração machucado querendo chamar atenção. Mas que obviamente, tem q ser preso e punido se fizer merda. Masss se puder ser salvo antes de fazer merdas maiores? Melhor
          Concordo – e muito – com vc que o governo dá pouquíssima assistência as vítimas e tb concordo que elas são bem mais importantes, nisso tem q melhorar mesmo. Mas acho que falar sobre um assunto não precisa alterar o outro. Foi apenas o foco desse vídeo em específico, mas não significa q um seja “mais importante do que o outro”.

          Vc não gosta de ajudar hospitais? O moço gosta de ajudar presidiários. Se cada um que reclamasse gostasse de ajudar alguém (como vc e ele), seria legal, não seria?

          É que nem reclamar pq ajudam animais (eu prefiro ajudar idosos), mas, e o povo que não ajuda nem um, nem outro? Ao menos o “defensor da apac” tá fazendo algo que não seja apenas reclamar do que todo mundo sabe que já existe.
          É um visionário, gosto de gente assim.

          • Luiza, a questão é que não existe criminoso sem vitima. E se existe essa relação, em primeiro lugar deve vir a vítima.
            Eu posso ajudar animais, idosos, hospitais, mas não posso ajudar criminosos sem antes ajudar as vítimas.
            E é justamente isso que acontece no Brasil e que gera revolta em boa parte da população.
            Se existe um criminoso revoltado, lembre-se que existe uma ou mais vítimas revoltadas também.
            As mulheres nunca poderão ocupar cargos de comando se elas continuarem pensando erradamente assim. É um erro muito grotesco.

          • Monalisa

            A iniciativa é boa sim. Até porque o sistema carcerário faz piorar a situação do que ajudar. Mas eu tenho um pé atras com essas coisas. Menores que cometem crimes, vão para centros de tratamento, recebem educação, o blã,blá,blá, de sempre e voltam a fazer a mesma coisa. Já vi também templos religiosos que ajudam drogados e pessoas que ja cometeram crimes, são poucos que realmente mudam de verdade. A grande maioria só se aproveita da situação. Estou mais com uma opinião parecida com a do Eros. Ter sim uma cadeia, mas eles receberiam um tratamento lá, cumprindo a pena, e quebrando pedra para seu próprio sustento e em vez de pensão para familia do preso, ele mesmo trabalharia na prisão e pagaria para o governo o que come, o lugar que dorme, e até ajudar a familia se necessário. O que eu não concordo também são essas prisoes lotadas, e esse ocio que os presos tem la dentro, que da a eles tempo para organizarem motins, brigarem entre si, e piorarem como pessoa, porque mente vazia é oficina do diabo. além disso, eu acho interessante separar os pequenos delitos, dos grandes delitos, como trafico, estupro, assassinato e etc. Porque aquele que ainda tem possibilidade de tratamento podem acabar ficando pior tendo contato com criminosos mais barra pesada.
            E como você disse, cada um tem o direito de escolher a causa que lhe convem. Uma coisa não altera a outra. Mas como professora, já lidei com jovens maiores e menores de idade, que já tinham cometido delitos graves até matado. Tiveram o tratamento com varios profissionais da saude e educação e a maioria não esta nem ai. até sacaneiam quem quer ajuda-los. Eu dei aula para varias turmas assim , e acho que uns cinco talvez tenham se recuperado. Mas esses cinco já entraram na escola com o pensamento modificado, já arrependidos e dispostos a mudar. A grande maioria só ia para escola para se beneficiar do semi aberto e ainda atrapalhavam os outros, levavam drogas, vendiam, instigavam outros para o crime, porque ” não da nada mesmo”. Isso eu ouvi da boca de varios alunos, tanto adultos como adolescentes. E confesso que quando eu estava dando aula para essas turmas, eu dei o meu sangue como professora. E as assistentes sociais também davam o sangue. E infelizmente a mudança acontecia para poucos.

  • Jps

    A minha opinião é assim…
    Acho que um grande problema das prisões do Brasil é que não há muita separação entre os presos e além disso, as condições/estrutura são muito precárias tanto na prisão quanto depois para arranjar emprego. O ruim disso, é que as vezes um cara que é pego por furto simples sem mão armada acaba sendo jogado numa cela minuscula com mais 30 caras que cometeram crimes piores ou na mesma proporção e quando é solto começa a se envolver com latrocínio, crime organizado e etc. Primeiro, porque la na prisão ele é obrigado a fazer amizade e conhece muitas pessoas envolvidas em várias coisas e segundo que se ele já não tinha chance antes, depois que é preso, tem menos chances ainda de arranjar emprego.

    Eu não acho que a bandido é vitima e nem que precisamos passar a mão na cabeça, mas realmente é esperto criar uma instituição que só serve para piorar as pessoas e juntar o crime organizado?

    Não sei se essas APACs são a resposta, mas acho uma boa ideia criar uma segunda instituição que pegasse esse pessoal que cometeu crimes menores e lhe desse um pouco de estudo, ensinasse uma profissão para quem sabe criar uma luz no fim do túnel para alguns. Temos que lembrar que muitos presos são mendigos, noias e pessoas que não tem estudo e uma chance de “fazer o certo” é tudo que precisam.

    Para casos mais extremos, acho que o sistema normal é o certo. Isso faria algumas pessoas não quererem passar do “limite” para se caso fossem presos e não caíssem no “inferno”, vulgo prisão comum.

    Além disso, seria interessante criar um sistema que ajudasse esses presos a voltar ou entrar no mercado de trabalho, nem que fosse para trabalhos mais simples.

    Falando desse sistema APAC, uma coisa que eu achei meio falha é essa necessidade de envolver família ou religião. No caso da familia, vai saber que tipo de ambiente esse preso passou e se caso a sua familia mais atrapalha do que ajuda. Ficar “preso” a ela pode atrapalhar mais do que ajudar. Já a religião deveria ser uma opção, não uma obrigação.

    • Exatamente, as vezes a pessoa nem era TÃO ruim, mas conviveu com gente péssima e deu nisso
      E não adianta falar q ser humano não é influenciável, pq a gente sabe q até os mais espertos são.
      Sem contar que o clima q eles vivem desperta ódio. Acho que até eu ficaria meio raivosa numa cela, sendo tratada que nem bicho, ou quem sabe, até mesmo estuprada (no caso principalmente dos homens).
      “Mas ah, tem que pagar”
      – É claro q tem. Tem que ter punição! Mas seria mesmo “a porrada” a melhor forma?
      No meu dia a dia, salvo mais pessoas com conselhos, do que quando grito ou bato d frente com elas. Odeio briga, guerra, forçar pessoas. Pra mim tinha q ser tudo livre, mas sei que isso é utópico tb.
      (Será q foi pq já briguei mt d porrada com minha irmã e traumatizei? kkk)
      Enfim, uma vez um bandido foi me assaltar e eu bem loka comecei a conversar com ele. Um dia quero falar sobre isso, achei interessante aquele dia. E claro, não recomendo fazer oq eu fiz, eu q sou meio doida as vezes mesmo, mas vi um “ser humano nele” (óbvio que vi, né? kk). E Claro, não teria essa mesma coragem pra falar ocm um bandido da rocinha, por ex. rs.

      Nessas horas eu tb penso na igreja evangélica, muita gente pode falar mal, mas sei lá como, desconfio que é a igreja que mais salva “bandido” e “gente ruim” no Brasil

      Tem lá sua função, ainda que claro, quem não quiser não entra.

      • Jps

        Sim, todo mundo pode ser influenciável muito mais se essa pessoa passou por algum tipo de preconceito, desigualdade ou algo do gênero na vida
        Chega la, escuta que não tem mais futuro, sempre vai ser tachado de bandido que o policia só tem corrupto e nunca vai ficar em paz……complicado

        “É claro q tem. Tem que ter punição! Mas seria mesmo “a porrada” a melhor forma?
        No meu dia a dia, salvo mais pessoas com conselhos, do que quando grito ou bato d frente com elas.”

        É então, também acho que porrada não é a forma. Bater não é medida de punição e sim uma forma da pessoa liberar a tensão dela, frustração (do guarda por exemplo) e se fosse boa mesmo, as crianças aprenderiam com isso, mas a real é que só ficam mais revoltadas e etc.

        Acho que todo mundo tem seus direitos e a lei deve ser seguida, então se o cara fez algo errado que arque com as consequências…..mas as certas, não as que o guarda achar que ele deve no momento.

        “Nessas horas eu tb penso na igreja evangélica, muita gente pode falar mal, mas sei lá como, desconfio que é a igreja que mais salva “bandido” e “gente ruim” no Brasil”

        A Lu, sei la…….essas pessoas que se “salvam” depois são as mais julgadores, as que mais apontam o dedo, então sera que o problema só não se transformou? (claro a exceções…estou só generalizando um pouco)

        De toda forma, não importa a religião….se a pessoa fizer bom uso e se tornar alguém melhor, mais respeitosa e justa com as outras….. ta valendo para mim.

  • Jps

    “Porrada foi modo d falar kkkk”
    Sim, mas falo também da violência pela violência……tipo, matar bandido ou fazer ele sofrer o mesmo que causou, essas coisas. Não adianta

    “Eu tava dizendo d gente saiu da vida mesmo. Se saiu da vida “e tá metendo dedo pq acha q virou santo”, já acho “menos pior d ruim” do que estar matando e roubando ainda.”

    Naquelas….a pessoa para de roubar na arma, mas vira pastor e começa a roubar de forma legalizada e sem imposto, hahahaha

    Brincadeiras a parte, é……na igreja evangélica é que a tem mais “ex-alguma coisa”. Se eles estão melhores já não sei

    “Daí quando estudo lei da atração, fico me perguntando se foi a igreja, ou a lei da atração que a igreja pratica e não sabe?”

    Acho que mais de 90% dos bandidos não queriam ser bandidos se pudessem, mas por causa de falta de caráter, falta de empatia ou chances na vida e etc, recorrem a esse meio. Desse jeito, quando são presos e chegam no fundo do poço, se apegam na unica forma que eles acharem para voltarem a ser de bem e tentar “provar” que mudaram já que nosso pais é bem religioso.

    Isso acontece mais nos casos que o cara que chegou no fundo do poço, mas não pegou tantos anos de prisão ou algo do gênero.

  • Jps

    Esqueci de falar….

    “Nossa, acho que vou virar evangélica! Ainda que sempre desconfie d quem seja religoso(a) demaisssssssss. Mas aí seria outro assunto .”

    Normalmente os muito religiosos são os que seguem menos a religião, se faz sentido…rs
    A mente precisa estar aberta sempre na minha opinião