O que as minhas filhas pet’s me ensinaram hoje

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Hoje, na hora do almoço, as minhas filhas pet’s me levaram a uma reflexão tão bonita que decidi compartilhar com vocês.

Antes de mais nada e para que entendam melhor, explico: tenho sob minha guarda Kiki (canina, nascida em 31/12/2015 e adotada por mim 30 dias depois de seu nascimento) e Zumira (felina, data de nascimento desconhecida – aproximada para dezembro/2017 e adotada por mim 4 meses após seu nascimento).

A Kiki é pera com leite, vive na mordomia desde que se conhece por gente, pois não foi abandonada nem nada kkkk. Já a Zumira teve uma primeira infância mais difícil, pois foi resgatada das ruas.

Nesse sentido, a Kiki é soberana na minha casa desde que nasceu e, quando conheci a Zumira, me sensibilizei, adotei e pensei: TEREI PROBLEMAS EM CASA COM A KIKI!

Que nada!

A Kiki adotou a Zumira no primeiro dia. Foi incrível como ela demonstrou estar felizona com a nova amiga e me dá lições todos os dias sobre como devemos ser gratos pelas companhias que temos no cotidiano.

Assim sendo, venho aprendendo diariamente com as minhas pequenas que:

1- Seja gentil e alegre todos os dias!

2- Aceite as diferenças e saiba conviver em harmonia.

3- Saiba provocar e ser provocado.

4- Saiba dar carinho.

5- Você pode brigar por território, ou ser muito feliz dentro dele.

E, como quase sinônimo do item 5: saiba conviver com o diferente.

Pense, uma cadela e uma gata convivem numa tranquilidade, numa felicidade e numa energia tão positiva, daí me pergunto: por que não podemos seguir o exemplo e sermos mais complacentes, educados e felizes com o diferente?

Mas o que vem a ser o diferente?

Aquela pessoa de religião distinta da sua;

Aquela pessoa que tem uma opinião política diferente da sua;

Aquela pessoa que está em um dia das trevas, mas que você sabe que poderá ajudá-la a encontrar a luz, ou afundá-la de vez.

Ou até mesmo aquela pessoa que está num transporte diferente do seu:

Trago um exemplo de agora a pouco, quando um cara num carro com conforto e ar condicionado ligado, não parou na faixa de pedestres para um menino de no máximo 8 anos atravessar – enquanto eu fritava no sol de 38º (de moto!) parada pro guri passar.

Aqui mesmo no blog eu não posso expressar uma opinião diferente da Lu gatíssima que já vem alguém achando bão e pensando que acabou a amizade. Gente, que isso? Ceis não sabem divergir sem perder a amizade não? Se não, bora aprender com urgência isso aí, porque aqui é, sim e de certa forma, o reflexo do que passamos no mundo.

Estamos aqui – e independente do lugar – para somar, tipo a Zumira e a Kiki. Não pra subtrair ou ficarmos reativos um com um outro. Na verdade, essa é a melhor forma de perder as amizades, os aprendizados e as experiências mais legais da vida.

Pensem: de quantas pessoas vocês sentem saudades agora, mas que se afastaram/brigaram por pouca coisa?

Talvez a gente não precise tanto dos ansiolíticos e de tantas outras drogas. Talvez, o que a gente precisa mesmo, é de aprender a conviver.

Sejamos mais receptivos e focados nas partes boas que todo mundo tem, pois o mundo tá tão bugado que não devemos mais nos dar o direito de reforçar as partes ruins.

Beijos da Kiki e da Zumirinha

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About Author

Mari Cobra

Intolerante à lactose, bem cuzona, nunca disse que sou legal, tenho um coração grande e geralmente tomo na tarraqueta, geminiana e fodidamente indecisa. Apaixonada pela vida e falo muito palavrão.