Uma reflexão que talvez você não esperasse ler para o Natal

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Em certas partes esse texto parece duro, mas juro que é com intenção de refletir e quem sabe seu coração ficar mole <3

Uma reflexão que talvez você não esperasse ler para o Natal

Natal,  família reunida, muita gente pensando na comida e se vai ganhar um presente mais caro do que deu. Jesus Cristo a gente deixa pra outra hora. Para alguma de desespero, talvez.

No facebook? Algumas mensagens de emoção e sobre o quanto você ama a sua família. Pai e mãe até que é verdade, tios e primos, talvez.

E o resto? 

Tirando as exceções, as pessoas gostam de dizer que “são família” e que amam todo mundo, mesmo quando isso não seja lá uma grande verdade. Afinal de contas, se essa é uma característica admirada pela sociedade, todo mundo quer ter. É como aquele familiar que repete inúmeras vezes que a família é o que mais importa na vida, mesmo quando não dedica muito tempo à ela , ou o famoso “apareça lá em casa” do tio que torce pra que você não apareça.

Talvez isso não seja totalmente culpa de alguém, ao menos não em isolado, mas talvez seja o preço que pagamos por viver em famílias cada vez menores e mais “distantes”. Ficamos tão acostumados a viver sozinhos, que fica cada vez mais difícil conviver de verdade com alguém. Daí entram aqueles famosos estudos que dizem que vivemos em uma sociedade cada vez mais depressiva e muita gente diz não saber o porquê…

Será que não sabemos mesmo?

Tem coisa que a gente pensa que não faz falta, mas faz. Basta ver as reações do seu corpo. A boa notícia é que, como tudo tem o lado bom, sempre dá pra mudar de verdade: sem precisar mascarar ou deixar pra pensar nisso apenas no Natal; nem esperar 2020 pra dizer que tem coisa que prometeu em 2017 e que ainda não fez.

Pouca gente se toca disso, mas a verdade é que qualquer boa confraternização – não só a natalina – nada mais é do que o diploma que a gente ganha após ter feito todo um bom trabalho ao longo do ano. Representa o anel de noivado. O bolo já pronto. O presente de formatura. O prêmio maior! Tudo por merecimento, claro. E como (quase) toda boa relação humana, é conquistado com certo trabalho: afinal de contas, não é fácil conviver com alguém que é tão igual, mas tão diferente da gente, né? Somos humanos e isso envolve uma pá de coisas. Mais ainda quando envolve família, que a gente sabe que não dá pra trocar…

Uma dúvida:

Você estava junto quando sua tia entrou em depressão e não tinha com quem conversar? Ou quando a prima foi traída? Ou estava muito ocupado(a) demais trabalhando? E quem sabe por conveniência pensou “que talvez a pessoa preferisse ficar sozinha”?

Por mais que você queira – e todo mundo queira – que todo mundo dê certo, você tem que merecer dividir o chester com as pessoas. Afinal de contas, a gente tá aqui pra servir ao exército, não só pra pegar a medalha, certo? E sem querer ser a bruxa velha, mas a depender do seu comportamento, talvez nesse ano você mereça mesmo é ficar sozinho, que nem você fez o ano inteiro.

Mas calma, isso será apenas por alguns minutos antes da festa, depois você pula na confraternização! É só pra pensar nos pontos que precisam ser mudados em 2016, com o objetivo puro e simples de te fazer ser uma pessoa melhor. E o mais importante de tudo: prometer a você mesmo que, quando estiver todo feliz curtindo o rango e as piadas da “familiagem”, se lembrará do quão gostoso foi isso. Daí quem sabe você não se anima a repetir a dose por mais alguns, sei lá, 365 dias do ano?

Ok, também não precisa ter overdose de tudo isso. Mas nada que, com um pouco de organização na sua agenda, você não consiga fazer ao menos um pouco: visitar a tia que você nunca visita uma vez por mês ou fazer uma ligação de meia hora para a prima já parecem ser um bom começo pra quem não fazia nada. E cá pra nós: não é nada que, depois de perseverar, seu cérebro não incorpore à rotina e agradeça por isso depois.

Se ao chegar aqui, bem ao final desse texto, você tiver concluído que fez pouco pela sua família, não fica triste não. Pelo menos você tem autocrítica e sabe que ainda dá tempo de mudar. Talvez pras comemorações do ano que vem, mas dá! Temos que começar de algum lugar, não é mesmo? E ó: tamo junto nessa!

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About Author

Luiza Costa

Brasiliense morando em Curitiba. Escritora, blogueira, youtuber. Espero te encontrar todos os dias nas redes sociais pra que possamos debater os mais variados temas e crescermos juntos.