Dá pra viver só de amor e sem sexo?

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Leitora: Boa tarde! Eu tenho 23 anos e namoro há 2 anos com um homem de 30. O nosso relacionamento é muito bom em todos os sentidos, especialmente companheirismo. Não moramos na mesma casa, mas estamos juntos pelo menos 4 dias por semana. O início do nosso relacionamento foi perfeito, era muito intenso e estávamos sempre falando coisas quentes um para o outro, tínhamos relações praticamente todas as noites que dormíamos juntos e falávamos abertamente sobre fetiches. Porém, nos últimos meses comecei a me preocupar com o sexo. 

A nossa transa é boa, mas sinto que algo mudou. Ele não demonstra mais desejo pelo meu corpo fora do sexo, quando estamos sozinhos e tento começar algo, ele parece ficar com vergonha de me falar certas coisas, e normalmente sou eu que começo a transa… Se depender dele, em certos momentos acabamos não fazendo nada. Já tivemos várias situações que eu estava com vontade e ele apenas me masturbou, mas não me deixou fazer o mesmo por ele, quando isso acontece me diz que vai demorar demais para “finalizar”.

Já tive conversas com ele, mas a resposta é sempre a mesma, ele diz que o nosso relacionamento amadureceu, e que não será um fogo para sempre. Me preocupo com isso, pois estamos namorando há pouco tempo para passar por essa situação. Será que as coisas ficarão ainda piores futuramente? O relacionamento basear-se apenas no amor e nada de desejo ou safadeza?…

Gostaria muito de receber um conselho, pois isso já me deixou mal algumas vezes… E me faz ficar indecisa. 

relacionamento esfriou

Você disse que em certos momentos ele parece com vergonha de te falar certas coisas, porém, que antes tudo era bem diferente disso. Nisso me veio em mente se, quem sabe, você não falou ou fez algo que o travou. Ou mais, se aconteceu algo que o travou – tal como por exemplo ter broxado ou algo do tipo.

Será que você é a mesma de antes? Porque assim, se você fosse a mesma, faria sentido ele, por exemplo, não querer mais tanto sexo (o tempo passou e “foi perdendo um pouco da graça”), mas o negócio é que parece que ele mudou também psicologicamente e nas atitudes contigo, não apenas “hormonalmente”, sabe? Sendo assim, pense um pouco a respeito e qualquer coisa me procure para uma consulta particular.

Caso você ache que esse não é o problema. Ou seja, “que é só o fogo que baixou naturalmente e fim”, tudo irá depender de você.

Por exemplo, eu adoro uma putaria kkkk. Falar, assistir, tudo. Ontem mesmo fui assistir um filme e falei na lata que queria um bem quente. E nem falo isso porque quero “transar com a pessoa”, é porque gosto do hot mesmo kkkkk. Então, se você for como eu que acha complicado não ter intimidade nem pra falar, nem pra fazer e que isso é algo grave, você até pode dar um prazo de uns 2 meses pra ver se é apenas uma fase (acontece e poderá acontecer contigo futuramente também). Porém, se nada mudar, vai do que você considera realmente importante pra você. É claro que TUDO é importante, mas tem mulher que acha MAIS importante ter dinheiro, outras preferem família unida, outras amizade, outras putaria e por aí vai. Nisso vai de você não se enganar ao ver o que MAIS pesa e se isso compensa as outras perdas e ganhos. É o clichê da balança mesmo…

Se ele já broxou ou teve lago semelhante, como você reagiu? Você o criticou? Você já “o zoou” por sei lá, demorar demais ou qualquer outra coisa do tipo? Às vezes fazemos comentários “sem noção” que travam as pessoas. É tipo quando falam que você fala demais e a partir daí você fica com medo de conversar com a pessoa, sabe? kkkkk. Ou que você tem mau hálito e você fica com medo de beijá-la….

Por fim, tente iniciar menos o sexo (para não pressioná-lo tanto e ver também se ele não sente um pouco falta de ser “caçador” kkk). Se nenhuma conversa funcionar e você começar a se sentir mal “pelo toco atrás de toco” (rs), tente encontrá-lo por menos vezes na semana. Assim ambos ficam com mais tempo pra pensar e quem sabe bater uma saudade, né? Se mesmo assim ele insistir no fato de tudo isso ser normal, vai de você concordar com ele (o que não acredito que seja o caso), procurar uma terapia para uma última tentativa, ou ver que tem coisa que não é questão de “quem está certo ou quem está errado”: os fatores mais importantes para cada um não estão batendo e é simples assim.

Até amanhã!

Lu

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About Author

Luiza Costa

Brasiliense morando em Curitiba. Escritora, blogueira, youtuber. Espero te encontrar todos os dias nas redes sociais pra que possamos debater os mais variados temas e crescermos juntos.